Goiás emplaca três nomes na lista de poderosas do agro brasileiro

O agronegócio brasileiro tem cada vez mais liderança feminina em destaque, e o estado de Goiás garantiu três representantes de peso na mais recente edição do ranking de mulheres mais influentes do setor, divulgado pela Forbes Brasil. A seleção valoriza a força e a diversidade de atuação de figuras femininas em várias regiões do país.

Liderança na pecuária e sindicatos

Natural de uma família tradicional na agropecuária, Ana Amélia Paulino construiu uma carreira sólida que a levou à presidência do Sindicato Rural de Porangatu. Advogada de formação, ela administra a Fazenda Barra das Onças, em Trombas, onde gerencia um plantel de cerca de 3 mil bovinos da raça Nelore e a criação de equinos. Além disso, ela comanda a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e disputa a reeleição para o sindicato. Porangatu abriga o terceiro maior rebanho bovino goiano, somando aproximadamente 458 mil cabeças.

Nas redes sociais, ela comemorou a honraria e destacou a trajetória até o reconhecimento nacional.

“A menina que sonhava em ser fazendeira hoje está na Forbes! E continua sonhando… porque ainda tem muito chão pela frente! […] É alegria, orgulho, honra e a certeza de que valeu a pena persistir!”

Inovação no mercado de sementes e agtechs

O estado também marca presença no ranking com a força empresarial de Camila Colpo. Engenheira agrónoma formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ela está à frente do Conselho de Administração da Boa Safra Sementes, empresa com sede em Formosa, desde 2015. Como cofundadora e acionista controladora ao lado do irmão e CEO Marino Colpo, ela ajuda a comandar uma gigante que domina cerca de 10% do mercado nacional de sementes de soja. A companhia registrou um faturamento expressivo de R$ 2,5 bilhões, impulsionada por uma rede de 350 agricultores parceiros em 300 mil hectares.

Do canto lírico para a tecnologia no campo

Outro destaque goiano na lista é Nathália Secco, cuja trajetória surpreende pela transição de carreira. Após enfrentar um problema vocal que interrompeu sua atuação no canto lírico, ela migrou para o setor produtivo e fundou em Rio Verde, em 2019, o Orchestra Innovations Center, pioneira em aceleradoras de agtechs no estado. Anos depois, expandiu os negócios com a criação da Orchestra Ventures.

O trabalho inovador rendeu a ela um prêmio internacional em 2025 na categoria de tecnologia agrícola durante o Global Women in Agritech, realizado na Bélgica. As soluções tecnológicas aceleradas por suas iniciativas já cobrem cerca de 200 mil hectares de lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar no sudoeste goiano, gerando mais produtividade e uma queda de 40% nos gastos com herbicidas.

A presença dessas três profissionais na seleção da Forbes reforça o protagonismo de Goiás na transformação econômica, tecnológica e gerencial do agronegócio nacional.

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