Um trabalhador do setor de borracharia surpreendeu uma concessionária de veículos ao quitar uma parte significativa de uma Toyota Hilux 2009 SRV utilizando milhares de moedas de R$ 1. A transação comercial inusitada aconteceu no último sábado (17/10) em Quixeramobim, município localizado no interior do Ceará.
Economias acumuladas durante anos
De acordo com o proprietário da revendedora, Rafael Fernandes, o comprador revelou que manteve o hábito de juntar as moedas ao longo de vários anos. O montante em espécie foi transportado até o estabelecimento comercial dividido em sacos plásticos e em um garrafão com capacidade para 20 litros. Como complemento da negociação, o cliente também repassou outro automóvel.
Repercussão nas redes sociais
A situação foi filmada pelo empresário e compartilhada na internet, ultrapassando a marca de 1 milhão de visualizações. Nas imagens, o vendedor exibe os recipientes abarrotados de dinheiro trocado e relata a incredulidade inicial diante da proposta.
“Um homem disse que ia me pagar o carro todo em moeda. Aí eu pensei que era brincadeira”, afirmou o lojista enquanto exibia um dos sacos cheios.
Em outra gravação, o empresário aparece realizando a contagem manual e ironiza o tempo demandado pela tarefa:
“502, 503, 504, 505, 506, 507, 508, 509, 510, 511, 502, 513, 514, 515, 516, 517, 518, 519, 520, 521, 522, 523, 524, 525, 526… Será que eu termino isso aqui, gente? Será que eu termino hoje? Não tem segredo, não. Pode vir que papai aqui recebe todas as moedas”, garantiu.
Segurança e finalização do negócio
Em uma década de atuação no mercado automotivo, Rafael declarou que jamais havia lidado com um volume tão expressivo de moedas. O valor total da caminhonete e a quantia exata liquidada em espécie não foram revelados, uma medida adotada para resguardar a privacidade do comprador e garantir a segurança de ambos.
Embora a contagem tenha se iniciado logo após o fechamento da compra, a imensidão de moedas obrigou o empresário a transferir o montante para uma agência bancária para finalizar o processo. Conforme relatou, a forma incomoda de pagamento foi aceita unicamente para viabilizar a concretização do negócio.