Canal de lula no whatsapp fica sem postagens após internação de janones

O canal de mensagens Exército do Lula, hospedado no WhatsApp e com mais de 5 milhões de seguidores, ficou 12 horas sem receber nenhuma postagem nova. A interrupção nas atividades começou às 0h40 desta segunda-feira (19/10), logo após o encerramento do debate eleitoral transmitido pela Rede Bandeirantes.

Internação e quadro clínico do deputado

A paralisação nas postagens aconteceu devido à internação do administrador do grupo, o deputado federal André Janones (Rede-MG). O parlamentar foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star após sofrer um episódio de arritmia cardíaca decorrente da tensão do debate político.

De acordo com informações médicas, o deputado está sob cuidados da cardiologista Ludhmila Hajjar, mantendo-se clinicamente estável e sob monitoramento constante da equipe de saúde.

Últimas orientações enviadas aos seguidores

Antes de ser hospitalizado, Janones compartilhou o link de uma matéria que detalhava a atuação da militância petista na internet. Na ocasião, o parlamentar instruiu sua base de apoio a realizar pesquisas direcionadas no Google envolvendo termos específicos sobre adversários políticos, o que rapidamente elevou o volume de buscas dessas expressões na ferramenta.

O espaço digital funciona como um verdadeiro quartel-general para apoiadores, onde o deputado distribui tarefas diárias focadas no impulsionamento de conteúdos favoráveis à campanha e na propagação de termos estratégicos nas redes sociais.

Disputa jurídica no tribunal eleitoral

Além da preocupação com a saúde do coordenador, a ferramenta de mensagens tem enfrentado impasses na Justiça Eleitoral. O ministro Nunes Marques determinou em duas ocasiões a suspensão da página, exigindo posteriormente a vinculação formal à coligação como canal oficial para o seu retorno, medida que foi cumprida pela chapa.

A defesa da campanha argumenta que o grupo não possui ligação institucional com a estrutura oficial. Em manifestação enviada à corte, a coligação sustentou: “Não se trata de estrutura oficial de campanha nem de disparo em massa de mensagens […] o administrador passou a usá-lo para manifestar apoio à candidatura presidencial, sem que a campanha tenha ingerência sobre o que nele é veiculado. […] O canal “Exército do Lula, no WhatsApp, não deve ser considerado canal de comunicação da campanha”.

Apesar dos argumentos da coligação, a decisão judicial apontou que, como o registro ocorreu por ordem do próprio tribunal, a chapa possui legitimidade para requerer a desvinculação oficial da página.

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