Durante uma motociata realizada em Marabá nesta segunda-feira (19/10), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) assumiu o compromisso de acabar com o que definiu como “entraves ambientais por razões ideológicas”. O político argumentou que a intenção é destravar a economia rural da região amazônica e garantir maior autonomia aos proprietários de terras locais.
Promessa de regularização fundiária na Amazônia
O presidenciável relatou que moradores da região solicitaram o direito de exercer suas atividades produtivas sem interferências estatais. A estratégia anunciada envolve a execução da que classificou como “a maior regularização fundiária que o Pará já viu”, com foco na consolidação do direito à propriedade privada.
Para ilustrar a proposta de liberdade produtiva aos agricultores e pecuaristas locais, o senador declarou: Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra.
Desafios fundiários e econômicos no estado
Apesar das promessas de campanha, o plano apresentado omitiu detalhes técnicos sobre a execução das medidas ou quais legislações de proteção ambiental seriam modificadas. O território paraense é marcado pela presença de vastas unidades de conservação, terras indígenas e um histórico de tensões ligadas à posse de terras, o que torna a gestão fundiária local um desafio de alta complexidade.
Críticas ao governo federal
No palanque, o candidato também direcionou ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele alegou que o chefe do Executivo federal poderia adotar posturas punitivas contra o estado após a vitória do governador Daniel no primeiro turno sobre aliados locais da base governista.
O senador reforçou as críticas ao afirmar: O atual presidente da República tem uma coisa no DNA dele: além da mentira e da corrupção, tem a vingança. Nosso governador Daniel se elegeu em primeiro turno contra os Barbalhos (aliados de Lula no Estado) e como o presidente Lula é vingativo, ele vai se vingar contra o povo do Pará.
O evento na região Norte integrou a agenda de campanha para o pleito de 2026, com foco em atrair o eleitorado ligado ao setor agropecuário e aos críticos da atual gestão federal.