A rede varejista de brinquedos Ri Happy protocolou na Justiça de São Paulo um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de renegociar um passivo que totaliza R$ 827,4 milhões.
Entenda o processo jurídico
Diferente da recuperação judicial tradicional — que configura um processo público e coletivo conduzido integralmente pelo Judiciário envolvendo a totalidade dos credores —, a modalidade extrajudicial consiste em uma negociação prévia entre entes privados. A intervenção da Justiça ocorre posteriormente apenas para a homologação dos termos acordados.
Empresas envolvidas no processo
A medida protocolada abrange diversas companhias que integram o conglomerado. A lista de empresas englobadas na solicitação compreende a Brincar Marcas e Participações, Drh Casa de Festa, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, Partout Administração de Franquias e Bens, além da Pbkids Brinquedos.
Plano de reestruturação
De acordo com a administração, o recurso à via extrajudicial faz parte de um planejamento estratégico voltado à reestruturação operacional e financeira. Esse movimento teve início logo após a concretização da venda do grupo corporativo, realizada no final do mês de agosto.
Atualmente, a marca de brinquedos emprega mais de 2.600 colaboradores e opera aproximadamente 290 unidades físicas espalhadas por diferentes regiões do território nacional. Com essa decisão, a empresa passa a integrar o grupo de companhias do setor comercial brasileiro que recorreram a mecanismos legais para conturbações financeiras recentes, ao lado de marcas como Casas Bahia, Tok&Stok, Mobly, Grupo Pão de Açúcar e Lojas Marabraz.