Sífilis em gestantes dispara em Goiás e capital oferece exames gratuitos

Os registros de sífilis em mulheres grávidas no estado de Goiás registraram um salto expressivo de 57% entre 2021 e 2025. Conforme os dados revelados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), o índice de detecção avançou de 27,7 para 43,5 casos a cada mil nascidos vivos, totalizando 3.879 ocorrências notificadas no território goiano ao longo do ano passado.

Onde realizar testes gratuitos em Goiânia

Para conter o avanço da enfermidade, a população da capital conta com exames rápidos inteiramente gratuitos para sífilis, além de HIV e hepatites B e C. Os procedimentos são disponibilizados no Serviço de Atenção Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA), situado nas dependências do Centro de Saúde Cidade Jardim.

O atendimento ao público e a realização dos exames ocorrem de segunda a sexta-feira, em horário estendido das 7h às 19h, na Praça Abel Coimbra, localizada no bairro Cidade Jardim. A Prefeitura disponibiliza o número de telefone (62) 3030-4047 para esclarecimento de dúvidas dos cidadãos.

Riscos da doença e atendimento especializado

Como a infecção pode permanecer silenciosa por longos períodos sem manifestar sinais evidentes, as autoridades sanitárias reforçam a necessidade de busca por orientação médica mesmo na ausência de incômodos físicos. A Secretaria Municipal de Saúde destaca que o local presta assistência a mais de 7 mil pessoas e executa cerca de mil atendimentos médicos mensais, contando recentemente com o reforço de duas novas infectologistas no quadro de profissionais.

No tocante à estrutura da unidade, a farmácia presta atendimento das 7h às 18h, enquanto o setor laboratorial recebe pacientes das 7h às 10h e das 13h às 18h. Os usuários já cadastrados no programa de acompanhamento têm a facilidade de agendar retornos médicos por meio do aplicativo WhatsApp, seguindo as diretrizes estabelecidas pela equipe de saúde.

Prevenção durante a gravidez

A detecção precoce assume caráter fundamental durante o período gestacional para impedir a transmissão vertical — quando a bactéria passa da mãe para o concepto através da placenta. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a ausência de tratamento adequado elega as probabilidades de parto prematuro e o surgimento de quadros severos de sífilis congênita precoce nos primeiros dois anos de vida, compreendendo problemas ósseos, lesões cutâneas, alterações neurológicas, inflamações no fígado e pneumonia.

A recomendação oficial estabelece a realização de exames no início e na reta final da gestação, no momento do parto e diante de qualquer situação de exposição a riscos. Confirmada a infecção, a futura mamãe deve iniciar imediatamente a terapêutica recomendada, sendo imprescindível também a testagem e o tratamento simultâneo dos parceiros sexuais para evitar novas contaminações.

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