O Tribunal Superior Eleitoral determinou que o deputado federal Nikolas Ferreira e o influenciador Pablo Marçal parem de republicar conteúdos falsos direcionados contra o presidente Lula. A determinação atende a uma solicitação formalizada pela campanha petista durante o período eleitoral.
Alvos da decisão judicial
A medida abrange publicações que distorcem declarações do chefe do Executivo, incluindo um discurso sobre prevenção ao câncer de próstata que recebeu interpretações de cunho sexual por apoiadores do bolsonarismo. Outro trecho vetado envolve falas sobre garis retiradas de seu contexto original, além de boatos relacionados ao consumo de substâncias ilícitas em um ato público na Avenida Paulista.
Sanções contra o impulsionamento
Em sua decisão, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, ordenou que empresas como Meta e X bloqueiem o impulsionamento financeiro de postagens nas contas dos investigados até o encerramento da votação no segundo turno. As plataformas também foram instruídas a evitar qualquer privilégios de distribuição que fujam de critérios estritamente isonômicos.
Investigação sobre algoritmos e alcance
Embora a solicitação para suspender a monetização dos perfis tenha sido rejeitada pelo magistrado, as companhias responsáveis pelas redes sociais precisarán prestar esclarecimentos formais. A exigência abrange dados sobre a recomendação algorítmica, o volume de exibições alcançado entre usuários que não seguem as páginas e eventuais alterações no ranqueamento digital.
De acordo com a representação apresentada pela coligação governista, os dois investigados funcionam como os principais multiplicadores virtuais da campanha adversária no ambiente online. Relatórios internos de corporações de tecnologia já haviam apontado discussões sobre assimetrias na entrega de conteúdos políticos entre perfis de oposição e da situação.