A Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica), localizada em Anápolis, está com inscrições abertas para a 3ª Oficina de Treinamento de Paciente Simulado. O evento ocorre no dia 22 de outubro, das 18h às 22h, no auditório do Bloco E da instituição. A participação é totalmente gratuita e garante certificado de quatro horas, servindo como porta de entrada para compor o banco de voluntários que poderão atuar em aulas práticas e exames do curso de Medicina, com possibilidade de remuneração futura — cujos valores ainda não foram divulgados.
Quem pode participar da capacitação
O treinamento é voltado para a comunidade em geral, colaboradores da instituição e estudantes de graduação de outras áreas. Um dos grandes diferenciais é que não é preciso ter qualquer vivência prévia com teatro, artes cênicas ou o setor de saúde. A grade do curso abrange fundamentos de expressão corporal, improvisação, criação de personas, além de dinâmicas baseadas em roteiros clínicos.
Como funcionam as simulações médicas
Na prática, o paciente simulado interpreta uma pessoa em busca de atendimento, seguindo instruções detalhadas para reproduzir queixas de saúde, histórico clínico e reações emocionais. Conforme explica o professor Higor Chagas Cardoso, médico cirurgião vascular, doutor em Ciência da Saúde e membro do Colegiado de Medicina da UniEvangélica, o objetivo é garantir padronização para que todos os alunos passem por testes sob critérios semelhantes.
“Por exemplo, um paciente com dor abdominal pode precisar demonstrar desconforto, preocupação e determinadas reações durante o exame físico. O objetivo não é simplesmente interpretar um personagem, mas representar uma situação clínica com fidelidade, permitindo que os estudantes vivenciem experiências próximas da realidade e sejam avaliados em condições semelhantes”, afirma o médico.
Importância na formação acadêmica
As simulações englobam desde investigações de sintomas corriqueiros até cenários delicados, como a comunicação de diagnósticos complexos ou conversas com indivíduos ansiosos. Essa metodologia ajuda os universitários a aprimorarem a escuta ativa, o acolhimento e a inteligência emocional.
“As habilidades a serem desenvolvidas envolvem a capacidade de realizar um atendimento humanizado, praticar uma escuta ativa e qualificada das queixas dos pacientes e comunicar notícias difíceis de forma que o paciente se sinta amparado e tenha suas dúvidas devidamente esclarecidas. Além disso, os estudantes aprendem a lidar com situações inesperadas, controlar suas emoções e adaptar sua comunicação às necessidades de cada paciente. Formar um bom médico não significa apenas ensinar a diagnosticar e tratar doenças, mas também preparar esse profissional para compreender e cuidar das pessoas”, reforça Higor Chagas Cardoso.
Embora a oficina inicial não garanta vínculo empregatício ou remuneração imediata, a instituição planeja convocar os participantes capacitados conforme a demanda das atividades acadêmicas. Os interessados em obter mais detalhes sobre o treinamento ou esclarecer dúvidas podem falar diretamente com a professora de atuação Fernanda Faria por meio do WhatsApp (62) 98157-5748.