O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (20/10) que o senador Flávio Bolsonaro quer “acabar com o Bolsa Família” e resgatou declarações antigas do adversário que chamavam o programa de “bolsa esmola” e “bolsa farelo”.
Repercussão de proposta econômica e vídeos nas redes
A reação do petista surge após a repercussão de uma declaração da assessora econômica de Flávio, Daniella Marques, sobre a implementação de uma regra de transição de dois anos para que os beneficiários conquistem um emprego formal ou abram um negócio próprio.
“Eles querem acabar com o Bolsa Família. A declaração da assessora econômica dele é de quem está trabalhando, agradando os empresários para acabar com o Bolsa Família”, declarou o chefe do Executivo em um vídeo divulgado nas plataformas digitais.
Críticas ao histórico de votações e postagens apagadas
O mandatário também apontou que o parlamentar removeu postagens em que criticava o programa de transferência de renda e os cidadãos beneficiados. Em uma das publicações antigas, o político do PL afirmava ter votado contra a criação do chamado “bolsa-farelo”, fazendo alusão ao programa Renda Melhor, implementado no estado do Rio de Janeiro.
Histórico legislativo
“O que é importante lembrar também é que, em 2011, o meu adversário se recusou a votar a criação do Bolsa Família para o Rio de Janeiro. De 54 votos, ele votou contra. E mais grave ainda, é que ele chamava o Bolsa Família de ‘bolsa esmola’ e ‘bolsa farelo’”, recordou o presidente.
“Ele está tirando das suas redes tudo que ele publicou porque mentiroso é assim: fala uma coisa, no dia seguinte faz outra”, acrescentou o petista.
Resposta da oposição sobre o futuro do programa
Na segunda-feira (19/10), Flávio Bolsonaro rejeitou as acusações de que planeja extinguir a iniciativa de assistência social. O senador negou a intenção de encerrar o benefício e esclareceu que a sugestão de Daniella Marques consiste em um período de transição de dois anos para auxiliar os beneficiários que ingressarem no mercado de trabalho formal ou iniciarem empreendimentos próprios.
“Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira”, declarou o senador.