Em visita recente a Manaus, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez fortes críticas à gestão ambiental do governo federal. Durante a agenda política realizada na última segunda-feira (19/10), o parlamentar foi cobrado por moradores locais a respeito da densa fumaça que encobre a capital amazonense, resultado direto da onda de incêndios florestais que castiga o estado nas últimas semanas.
Críticas ao governo e promessas de campanha
Durante seu discurso na capital do Amazonas, o candidato responsabilizou a atual administração federal pela falta de suporte diante da crise ambiental e disparou críticas diretas ao presidente.
“O Lula, além de não preservar a Amazônia, está de costas para a Amazônia. Nem o pedido de ajuda dos bombeiros aqui do Amazonas ele atendeu. O Lula está cagando para a Amazônia”, declarou Flávio.
Em resposta aos eleitores presentes na manifestação, o senador assegurou que pretende priorizar a região e auxiliar as autoridades locais no combate ao fogo caso vença as eleições presidenciais.
“A partir de janeiro do ano que vem, vocês terão um presidente que vai ajudar o estado do Amazonas a combater as queimadas”, prometeu o parlamentar, acrescentando que pretende gerar retorno financeiro para os moradores por meio dos recursos naturais locais.
“Vocês terão um presidente da República que vai tomar conta da floresta, mas vai transformar as riquezas que Deus deu em riquezas para cada um de vocês, povo amazonense”, afirmou.
Crise ambiental e impactos em Manaus
A manifestação política ocorre no momento em que o estado enfrenta uma situação crítica de queimadas. No início de outubro, o governo estadual decretou estado de emergência em 36 cidades, decreto rapidamente reconhecido pela esfera federal, que mobilizou 11 aeronaves e 290 brigadistas.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o estado registrou 5.365 focos de incêndio entre 1º de setembro e 14 de outubro, o que representa um salto de 195% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A densa fumaça comprometeu a qualidade do ar em Manaus por vários dias seguidos, forçando a prefeitura a suspender aulas da rede municipal e cancelar eventos externos.
Os reflexos na saúde pública também preocupam autoridades locais. O avanço das chamas, impulsionado tanto por fatores climáticos e secas severas quanto pela ação humana, resultou no atendimento de centenas de pessoas em unidades de pronto atendimento devido a problemas respiratórios provocados pela poluição do ar na capital.