Thialu Guiotti confirma tratativas para unir Avante e Solidariedade

As tratativas para a fusão entre o Avante e o Solidariedade avançam com o objetivo de garantir a sobrevivência das siglas no cenário político nacional, mantendo a atual federação com o PRD.

Estratégia contra a cláusula de barreira

O presidente eleito da Câmara de Goiânia e dirigente estadual do Avante, Thialu Guiotti, confirmou os entendimentos em curso. Embora ainda não tenha dialogado diretamente com o presidente nacional da sigla, Luís Tibé, o parlamentar atesta que as articulações estão em estágio avançado para contornar os impactos da cláusula de barreira.

“É o caminho natural. Está tudo certo e encaminhado. Agora é esperar acontecer”, afirma Thialu.

Desempenho eleitoral e exigências legais

A necessidade de união surge porque nenhuma das três legendas atingiu o patamar exigido pela legislação eleitoral vigente. A regra determina a eleição de pelo menos 13 deputados federais distribuídos em nove estados, ou a conquista de 2,5% dos votos válidos no território nacional, com mínimo de 1,5% em nove unidades da federação.

Resultados das siglas envolvidas

Na última disputa para o Congresso, a Federação Renovação Solidária obteve dois deputados por dois estados, enquanto o PRD garantiu cinco cadeiras em cinco estados, totalizando 1,86% dos votos válidos. Já o Avante elegeu cinco parlamentares em três estados, alcançando 1,59% dos votos válidos em todo o país.

Caso a reestruturação se concretize, a nova força partidária fruto da junção entre Avante e Solidariedade continuará federada com o PRD. O acordo preliminar aponta para um rodízio na liderança nacional, dividida em dois biênios: o primeiro sob o comando de Tibé, englobando o período eleitoral municipal, e o segundo liderado por Paulinho da Força, do Solidariedade, focado no pleito geral de 2030. Os critérios para o comando nos estados ainda não foram definidos.

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