Virmondes inicia articulações para a presidência da Alego

O deputado estadual Virmondes Cruvinel (UB) iniciou uma série de articulações internas com foco na sucessão da presidência da Assembleia Legislativa do Goiás (Alego). Prestes a iniciar seu quarto mandato na Alego, o parlamentar disse que o momento exige maturação institucional e diálogo com os novos integrantes do Parlamento, priorizando a escuta das demandas dos pares e da sociedade civil organizada.

Diálogo com novos parlamentares e fortalecimento partidário

Em entrevista coletiva, nesta terça-feira, 20, sobre o cenário político que envolve a composição da próxima Mesa Diretora, Virmondes explicou a importância de integrar os parlamentares eleitos. “Primeiramente, é um momento de diálogo. Foram eleitos novos deputados, novos colegas também entram nesta Casa. Chegamos a um momento de maturidade, agora, com a perspectiva de exercer um quarto mandato”, afirmou.

O deputado afirmou que seu foco é abrir canais de interlocução com a população. “Principalmente agora, é um momento de construção de pontes e parcerias, de apresentar o papel do Legislativo e a importância do diálogo com o povo, de trazer a sociedade civil para dentro da Casa. E vamos procurar fazer isso”, complementou.

No âmbito de seu partido, que conta com bancada expressiva associada à federação partidária, o parlamentar revelou que tem buscado um entendimento inicial internamente antes de expandir o debate. “Hoje, dentro do União Brasil, nós somos cinco deputados, junto com a federação. Tenho procurado, inicialmente, manter esse diálogo dentro do partido e conversar com todos os colegas”, pontuou. Virmondes explicou que o processo se apoia em propostas e não apenas em nomes. “Mais do que apresentar um nome agora, este é o momento de apresentar uma possibilidade de diálogo franco entre os deputados e a sociedade civil. E nós vamos procurar fazer isso”, disse.

A relação com os deputados que farão sua estreia no Parlamento goiano na próxima legislatura, incluindo ex-vereadores de municípios como Goiânia e Aparecida de Goiânia, também integra o roteiro de conversas conduzido pelo parlamentar. “Sim, eu tive a felicidade de começar minha caminhada como vereador de Goiânia. Temos colegas vereadores de Goiânia e Aparecida que vieram para esta Casa”, lembrou. Ele projetou os próximos meses de articulação. “É um momento de muito diálogo, de muito respeito, de apresentar realmente essa missão de representar o Legislativo. Até fevereiro, muita coisa precisa ser feita, mas, principalmente, é necessário diálogo, compromisso e respeito”, acrescentou.

Gestão atual e autonomia frente ao executivo

Sobre a condução da Casa e a continuidade do modelo administrativo implementado pelo atual presidente Bruno Peixoto, Virmondes Cruvinel avaliou positivamente a gestão e defendeu a manutenção da proximidade com a sociedade. “Com muito respeito ao que foi construído pelo presidente Bruno nesta Casa, aproximando a sociedade civil da Assembleia com ações como o Deputados Aqui, fortalecendo o papel institucional do Legislativo e valorizando o trabalho das comissões e das representatividades existentes aqui”, avaliou. Ele destacou ainda a pluralidade política como pilar da atuação parlamentar. “Respeitando a diversidade de partidos e de pautas, mas, principalmente, mantendo um canal direto entre a sociedade e o Poder Legislativo”, declarou.

A postura do governador Daniel Vilel (MDB) no processo de escolha da presidência da Assembleia Legislativa também foi detalhada pelo parlamentar, que lembrou a trajetória do chefe do Executivo nas esferas municipal, estadual e federal. “O governador viveu a realidade desta Casa, foi deputado estadual. É uma pessoa do diálogo, que convive com os deputados e valoriza essa relação entre Executivo e Legislativo”, observou. Segundo Virmondes, a orientação transmitida pelo governador aos postulantes prioriza a autonomia da Casa. “O que ele disse foi o seguinte: incentivar as pessoas a fortalecerem seus nomes e o papel de representatividade que a Assembleia possui. Não fez restrição a nenhum nome”, frisou.

Virmondes enfatizou que o chefe do Executivo estadual não pretende interferir na disputa do Parlamento. “Em nenhum momento ele falou em invadir atribuições, definir ou sugerir um nome para esta Casa”, garantiu. O deputado ressaltou que a escolha é um processo de construção entre os membros da Casa. “Ele defende, claro, que possa ser um deputado da base, alguém que tenha diálogo com a oposição e represente o Poder Legislativo. Mas jamais falou em interferir na eleição aqui”, prosseguiu. Ele acrescentou que o governador demonstrará apoio ao processo democrático. “É claro que ele vai torcer para que um parceiro possa ajudar a construir uma boa gestão para os próximos quatro anos dos goianos, mas respeitará profundamente o processo democrático dentro da Casa”, disse, definindo o cenário como “uma construção interna, um papel interno”.

Propostas e articulações futuras

Em relação às propostas que tramitam ou são debatidas na Casa, como a eventual apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição para vetar reeleições na presidência, o parlamentar informou que está em fase de consulta individual com todos os integrantes da Assembleia. “Inclusive, estou consultando todos os colegas sobre esse tema. Minha missão agora é conversar com os 40 deputados e deputadas eleitos pelo povo goiano e saber se existe interesse na continuidade de uma gestão de quatro anos ou em uma alternância”, explicou. Virmondes ponderou sua posição atual no debate. “Esse mapa eu estou construindo agora. É uma das questões que faço questão de consultar. Hoje, é mais momento de ouvir do que de falar”, apontou.

Por fim, ao ser questionado sobre articulações partidárias em relação a eventuais vagas em órgãos de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), envolvendo nomes do União Brasil como o ex-vice-governador Lincoln Tejota (UB), Virmondes elogiou o colega de bancada. “Nós respeitamos muito o deputado Lincoln, uma pessoa de muita história e compromisso. É um quadro extremamente qualificado, seja para retornar à Casa ou assumir uma missão junto ao governo. Já foi vice-governador e tem experiência para exercer qualquer função no secretariado”, ponderou. O deputado concluiu reafirmando a prioridade do momento. “Neste momento, esse assunto dos tribunais não foi tratado. A missão agora é construir uma maioria aqui na Casa”, finalizou.

Deixe um comentário