A investigação sobre os procedimentos estéticos malsucedidos realizados pela fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva em Goiânia avançou nesta terça-feira (20) com a prisão de uma mulher apontada como fornecedora de medicamentos e insumos utilizados nos atendimentos. A profissional da saúde está presa preventivamente desde o dia 21 de setembro, acusada de causar lesões graves, necrose, mutilações e queimaduras, inclusive na região genital, em pelo menos 24 pacientes. Duas das vítimas seguem internadas.
Apreensão de produtos estrangeiros e proibidos
Durante o cumprimento de mandados na residência da nova suspeita, as autoridades policiais apreenderam diversas ampolas de remédios injetáveis, toxinas botulínicas, seringas e outros itens de origem estrangeira. Entre o material recolhido, há substâncias cuja comercialização é expressamente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nova fase do inquérito policial tem como foco principal desvendar a rota de distribuição desses insumos até o consultório da fisioterapeuta.
Origem dos medicamentos e enquadramento legal
Interrogada pelas autoridades no momento da ação, a investigada declarou que adquiriu os produtos no Paraguai e admitiu a ausência de notas fiscais. De acordo com a Polícia Civil, o celular apreendido continha registros de conversas sobre a comercialização dos itens, englobando tratativas de valores, formas de pagamento, controle de estoque e logística de entrega. Com isso, a mulher acabou autuada em flagrante por manter produtos medicinais em depósito destinados à venda sem o registro sanitário obrigatório, crime tipificado no artigo 273 do Código Penal.
Perícia técnica e continuidade das apurações
Todo o material recolhido passará por exames periciais detalhados para determinar a real composição, a autenticidade, a procedência, as condições de armazenamento e o grau de regularidade sanitária. Enquanto isso, a Polícia Civil prossegue com as diligências para apurar a extensão da rede de comércio clandestino e identificar eventuais novos participantes no esquema de fornecimento. O nome da suspeita não foi divulgado publicamente e a sua defesa não foi localizada até o momento.
O caso segue sob rigorosa supervisão das autoridades de segurança pública em Goiânia, que buscam responsabilizar todos os envolvidos na distribuição dos produtos ilegais e nos graves danos causados à saúde das dezenas de pacientes afetadas.