Um forte temporal atingiu Goiânia nesta quarta-feira, 21, provocando a queda de 12 árvores e rajadas de vento que alcançaram 38 km/h. Os estragos foram contabilizados em um intervalo de pouco mais de quatro horas, entre 12h e 16h19, segundo o monitoramento oficial da prefeitura.
Distribuição da chuva e principais estragos
A precipitação não ocorreu de forma homogênea por todo o território municipal, concentrando maior intensidade nas zonas Sudoeste e Oeste. O índice pluviométrico mais elevado foi registrado na região Sudoeste, com 11,6 mm, enquanto a área Oeste contabilizou 6,8 mm de acúmulo.
Dados divulgados pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), integrantes do Gabinete de Crise Climática, detalham que os tombamentos de exemplares arbóreos se espalharam por várias localidades. Metade dos casos — seis árvores — aconteceu no anel externo da Praça Cívica, no Setor Central. Outras ocorrências foram registradas na Avenida Independência (1), no Parque Lago das Rosas (3), na área interna do Zoológico de Goiânia (1) e no Setor Pedro Ludovico (1).
Atendimento e impactos no trânsito
O tempo médio de resposta entre o chamado da população e a total desobstrução das vias foi de 1 hora e 10 minutos. As frentes de trabalho atuaram no corte de troncos, fatiamento de galhos e limpeza completa de calçadas, ruas e imóveis afetados.
Apesar dos danos materiais, que incluíram dois carros atingidos — na Avenida Independência e no Setor Oeste — e um muro destruído na Alameda das Rosas, o órgão municipal confirmou que não houve registro de feridos durante o temporal.
Caso do Parque Lago das Rosas
Um dos episódios de maior destaque envolveu a queda de um pau-jaú no Parque Lago das Rosas, que atingiu a fiação elétrica, bloqueou a rua, deixou a vizinhança sem luz e danificou um estabelecimento comercial local.
A árvore já contava com laudo técnico da Amma recomendando a sua remoção em decorrência de complicações fitossanitárias, a exemplo de infestação severa por cupins e descolamento da casca, fatores que evidenciavam fragilidade estrutural. Contudo, a supressão do vegetal encontrava-se travada por determinação judicial, motivada por solicitação do Ministério Público de Goiás (MPGO).
Além dos incidentes com a arborização, a ventania derrubou o tapume e o tecido de proteção de um edifício em obras na Avenida Anhanguera, no sentido bairro–Centro. O material projetou-se sobre a rede elétrica, embora a vistoria preliminar indique que não houve avarias graves na estrutura dos cabos.