Influenciadora trans Malévola é presa durante viagem no Egito

A criadora de conteúdo digital Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida na internet como Malévola, foi detida pela polícia em Alexandria, no Egito. A prisão da influenciadora e de sua colega de viagem, Bruna Mercatelli, ocorreu após a repercussão de gravações feitas em espaços públicos do país.

Motivo apontado pelas autoridades egípcias

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Interior do Egito, as duas turistas foram detidas sob a acusação de produzir e veicular conteúdos considerados obscenos pela legislação local. Os órgãos de segurança afirmam que as gravações mostram as brasileiras realizando gestos com conotação sexual e abordando pedestres em diferentes províncias egípcias.

Em nota oficial, o órgão governamental declarou que as duas admitiram em depoimento ter registrado e publicado os vídeos com a intenção de aumentar o engajamento e a visualização em suas redes sociais. O procedimento investigatório foi transferido para o Ministério Público egípcio.

Abordagem policial e relato nas redes

Antes de ser levada sob custódia, Malévola chegou a publicar em seus perfis que ela e a amiga haviam sido abordadas por agentes enquanto realizavam um passeio turístico. Na ocasião, a influenciadora contou que ambas tiveram seus passaportes retidos e foram encaminhadas para uma unidade policial, onde foram submetidas a interrogatórios sobre suas identidades de gênero.

Defesa mobiliza apoio consular e busca fiança

Para assegurar a integridade física e as garantias legais das jovens, a equipe jurídica da influenciadora iniciou tratativas com os representantes diplomáticos brasileiros instalados no Cairo e com os órgãos egípcios competentes. A defesa também informou que trabalha nos trâmites legais cabíveis para conseguir o pagamento de fiança.

Em comunicado, o advogado Jonatha Carvalho Matos declarou: “A situação está sendo acompanhada de maneira contínua e prioritária, com a adoção de todas as providências necessárias, respeitando-se a legislação local e os tratados internacionais aplicáveis”. O representante recomendou cautela diante de boatos e reforçou que qualquer nova informação sobre o processo será informada pelos canais oficiais.

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