A diretoria do Jóquei Clube apresentou nesta quarta-feira (21) um planejamento estratégico de 90 dias para reativar as operações do espaço em Goiânia. Nivea de Paula, presidente da instituição, detalhou as propostas durante um encontro com jornalistas e colaboradores voluntários, pontuando que o processo de desapropriação conduzido pela prefeitura municipal não paralisa as iniciativas atuais no terreno.
Novas atrações e projetos esportivos
O cronograma contempla a criação de equipes profissionais voltadas a diversas modalidades esportivas, a estruturação de um polo gastronômico e a expectativa de resgatar o tradicional desfile de carnaval até o ano de 2027. Embora grande parte das ações já esteja em andamento, a dirigente preferiu manter algumas surpresas em sigilo por enquanto.
“Eu ainda vou guardar um pouquinho. Mas eu prometo que, assim que a gente tiver com isso já projetado, pronto para lançar, a imprensa será a primeira que a gente vai ligar”, disse Nivea de Paula.
Revitalização do hipódromo e apoio voluntário
Para viabilizar o retorno das tradicionais corridas de cavalos, a gestão precisa recuperar a infraestrutura física do hipódromo e obter uma nova carta-patente junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O clube já possuiu o documento no passado, mas necessita atualizar suas instalações para cumprir todas as exigências regulatórias atuais.
Para auxiliar nessa reestruturação, foi selecionado um grupo de 26 voluntários entre mais de 50 inscritos. A equipe multidisciplinar conta com advogados, arquitetos, engenheiros, veterinários, jornalistas, historiadores, assistentes sociais e empresários com laços afetivos com a história do clube.
Entendendo a disputa judicial e o IPTU
No âmbito da desapropriação, a presidente esclareceu que a prefeitura abateu débitos de IPTU do montante total da indenização. De acordo com a gestora, dos cerca de R$ 55 milhões calculados inicialmente, o poder público depositou aproximadamente R$ 4 milhões em juízo.
A juíza responsável pelo caso reconheceu os débitos fiscais, mas avaliou que a responsabilidade pelos pagamentos pode pertencer aos antigos donos. Uma perícia técnica será realizada para estipular o valor real de mercado do terreno, permitindo o avanço do processo na Justiça.
Mesmo com o litígio em andamento, a administração segue focada em cumprir as metas traçadas pelos colaboradores e aprovadas pela diretoria nos próximos meses.
“As ideias nós vamos transformar em planos, em projetos, vamos aprovar e vamos executar. A gente tem 90 dias e eu quero apresentar muita coisa”, afirmou Nivea de Paula.