Um escândalo envolvendo um agente da lei nos Estados Unidos chocou as autoridades locais após vir à tona que o policial ocupou ilegalmente a residência de um homem falecido por quatro anos. A farsa foi descoberta de maneira inusitada quando o próprio servidor acionou os órgãos judiciais para exigir o reembolso de supostas melhorias realizadas na propriedade.
Como o esquema criminoso começou na Flórida
O caso teve início em 11 de julho de 2022, quando o agente Brian Louis Sguros, de 35 anos, integrou a equipe despachada para atender a uma ocorrência na residência de Dennis Ionis West, de 71 anos. A intervenção policial foi solicitada por um vizinho apreensivo com o sumiço do morador, que não dava sinal de vida havia mais de sete dias. O idoso foi achado sem vida próximo à entrada do domicílio, e o laudo médico determinou morte natural provocada por uma enfermidade cardiovascular.
A apropriação indevida e a mentira sobre o funeral
Aproveitando-se da situação trágica, o policial alegou falsamente que mantinha uma relação de amizade com a vítima e se dispôs a cuidar dos trâmites do sepultamento. Além disso, o investigado sustentou que o aposentado não possuía familiares vivos, embora investigações posteriores tenham descartado qualquer proximidade real entre eles. Pouco tempo depois, em 1 de agosto de 2022, o servidor tomou posse da moradia de forma irregular, situação que ele próprio admitiu posteriormente em petição judicial oficializada sob juramento.
Gastos com reforma e a derrocada judicial
Conforme os registros do processo, o agente alegou ter desembolsado mais de US$ 214 mil — equivalente a aproximadamente R$ 1,1 milhão na cotação atual — em obras de restauração no imóvel, que necessitava de reparos. O plano veio abaixo justamente quando o homem decidiu processar os herdeiros legítimos para reaver os valores investidos na valorização da moradia, que saltou para cerca de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões).
Após a investigação sobre a origem da posse do bem imobiliário, o servidor público foi detido e agora responde criminalmente perante a Justiça norte-americana por fraude e falsificação de documentos oficiais, tendo as penalidades agravadas por sua condição de autoridade policial.