O cenário político nacional esquentou nesta quarta-feira (21/10) após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, se manifestar contrariamente a uma proposta em estudo no Tribunal Superior Eleitoral. A medida prevê a interrupção de canais de mensagens no WhatsApp no período que antecede o segundo turno da disputa presidencial, agendado para o próximo dia 25 de outubro.
Críticas às regras eleitorais na reta final
Durante encontro com o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, o dirigente partidário buscou esclarecimentos sobre o documento em elaboração. Segundo o representante petista, o magistrado “garantiu” que o pleito não sofrerá alterações de última hora. Para o líder político, a proposta representa uma “mudança concreta de regras na reta final da campanha”.
Edinho Silva reforçou que a legenda adotará medidas legais caso o entendimento da Justiça Eleitoral seja alterado nos dias antecedentes à votação:
“Você não pode mexer em regras do jogo quando o jogo está em andamento. Você não pode tomar medidas que favoreçam mais uma candidatura do que outra. E nós também, infelizmente, vamos tomar as nossas medidas jurídicas. Nós vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis, nós não queremos privilégios, nós não queremos beneficiamento, nós queremos que as regras sejam mantidas para que a disputa seja uma disputa igualitária, para que não haja favorecimento em uma candidatura que nós queremos. Regras para que não haja nenhum favorecimento”, disse.
Cobrança por checagem no debate da TV Globo
Outro ponto abordado pelo presidente do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o confronto televisivo organizado pela TV Globo. Ele defendeu a adoção de verificação de fatos em tempo real durante o programa, direcionando críticas ao adversário político, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), a quem acusou de recorrer à desinformação.
“A Rede Globo cheque como faz as grandes emissoras de televisão no mundo quando se tem debate, que cheque o que é verdade e mentira, porque ele mente muito, portanto, o debate não pode ser um instrumento de desinformaçã”, afirmou.
O dirigente continuou a argumentar sobre a importância da transparência na transmissão:
“O debate tem que ser um instrumento de formação de opinião do eleitor. Então, o correto é que haja uma checagem de cada resposta dos dois candidatos, para saber quem está falando a verdade e quem está mentindo para o eleitor num momento tão decisivo que nós estaremos a 48 horas das urnas da votação”.
Cenário das pesquisas eleitorais
As declarações também englobaram os números divulgados pelo instituto Quaest na mesma data, que apontam um empate técnico entre os concorrentes ao Palácio do Planalto, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na apuração, Flávio Bolsonaro registra 45% das intenções de voto, enquanto o candidato à reeleição, Lula, aparece com 44%.
Ao avaliar o desempenho do atual chefe do Executivo nos levantamentos estatísticos, o dirigente partidário destacou a tendência de crescimento:
“O presidente Lula vem crescendo, em relação a própria Quest, ele cresce de forma muito acentuada, e claro a rejeição do Flávio aumenta, porque o Brasil está interpretando o que ele representa, as perdas de direitos que ele representa, porque uma coisa é o que ele diz na campanha, outra coisa é a trajetória do Flávio”, disse.