Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (21) pela Quaest mediu o receio dos eleitores brasileiros diante de dois cenários políticos centrais: um possível retorno da família Bolsonaro ao comando do país ou a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mais um mandato por meio da reeleição.
Cenário de polarização e rejeição cruzada
Conforme os dados apresentados pelo instituto, 44% dos entrevistados afirmaram temer a volta dos Bolsonaro ao poder. Em contrapartida, 42% expressaram receio em relação à reeleição do atual mandatário petista. Em levantamento anterior, realizado em 14 de outubro, o índice de rejeição estava empatado em 43% para cada um dos lados.
Movimentações nos percentuais
O estudo desta quarta-feira também apontou variações em grupos específicos de opinião. O percentual de eleitores que temem ambos os cenários subiu de 3% para 6%. Por outro lado, aqueles que declararam não ter medo de nenhum dos resultados caíram de 6% para 4%. O grupo que não soube ou não quis responder passou de 5% para 4%.
Histórico das oscilações
A última ocasião em que o temor pelo retorno da família Bolsonaro havia superado a preocupação com a manutenção do mandato petista ocorreu em 14 de agosto. Naquela oportunidade, o índice alcançou 45% de rejeição ao retorno dos Bolsonaro contra 41% de receio da continuidade do governo do atual presidente.
Metodologia e contexto eleitoral
Para a realização deste levantamento, a Quaest ouviu 2.154 pessoas em entrevistas conduzidas entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança estabelecido em 95%. O registro oficial da pesquisa junto à Justiça Eleitoral está sob o número BR-08535/2026.
Os dados de opinião pública ganham contexto após os resultados do primeiro turno, quando Flávio avançou para a disputa decisiva com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%, configurando uma diferença numérica de 2,2 milhões de eleitores. A terceira posição ficou com o escritor Augusto Cury, que registrou 2,89% dos votos válidos, seguido por Renan Santos (Missão), com 2,24%, e pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%, com os demais candidatos pontuando abaixo de 1%.