A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta quinta-feira (22/10) uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo que as autorizações para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos presidenciáveis sejam protocoladas de forma simultânea. A medida visa estabelecer que o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL) entreguem os documentos em conjunto, em dia e hora previamente marcados perante a Corte Eleitoral.
Condições aceitas com exigência de novos dados
O documento enviado ao ministro André Mendonça aponta que o atual presidente concorda com as exigências colocadas pelo opositor. No entanto, o petista reforça que o acordo inicial precisa ser cumprido em sua totalidade, o que inclui o fornecimento de dados referentes à Alcazar Holdings, companhia com sede em Portugal.
O papel da empresa estrangeira na mira da Polícia Federal
De acordo com registros obtidos pela Polícia Federal, o parlamentar figurava como usuário máster de uma conta da firma portuguesa no banco Santander, perfil que concede autonomia para transações financeiras e consulta de saldos. Os investigadores analisam se o laço com o advogado Willer Tomaz, alvo de apurações sobre lavagem de dinheiro no INSS, ia além da amizade e envolvia negócios. Vale ressaltar que o registro bancário não comprova irregularidade, e o senador nega possuir contas nessas condições.
Origem do embate político
A disputa teve início no dia 18 de outubro, durante o debate da TV Band, após confrontos verbais sobre corrupção que culminaram no desafio mútuo de abrir os sigilos. Embora o chefe do Executivo já tenha protocolado os dados próprios e de familiares, a contraproposta do adversário incluiu exigências como gastos de cartões corporativos, agenda da primeira-dama Janja e o sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Na nova manifestação judicial, a equipe jurídica argumenta que o protocolo unificado serve para impedir impasses sobre qual dos dois concorrentes preencheria a formalidade em primeiro lugar, exigindo que ambos compareçam pessoalmente ao tribunal para disponibilizar as informações ao público.