O estado de Goiás e a capital goianiense preparam-se para a chegada de chuvas mais fortes entre domingo, 25, e segunda-feira, 26. O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) aponta a formação de tempestades isoladas, incidência de raios e rajadas de vento que devem superar a marca de 60 km/h. Apesar da mudança iminente no tempo, o órgão estadual reforça que a estação chuvosa oficial ainda não teve início no território goiano.
Instabilidade e ventos fortes na região
As precipitações registradas recentemente ocorreram de maneira isolada em alguns pontos do estado. Em Goiânia, os termômetros elevados somados à umidade atmosférica provocaram rajadas de vento próximas a 40 km/h, gerando nuvens carregadas de tempestade.
A chegada de umidade vinda da Região Norte do país mantém o cenário de nebulosidade e pancadas localizadas. Contudo, essa instabilidade não garante chuvas generalizadas. “Essa chuva é bem mais localizada. Pode chover em Goiânia e não chover, por exemplo, em outros municípios. Então, vice-versa”, afirma o gerente do Cimehgo, André Amorim.
Frente fria e impacto do ciclone
A partir do fim de semana, a formação de uma frente fria mudará o panorama climático. Um ciclone tropical distante do estado não atua de forma direta, mas auxilia na organização da nebulosidade necessária para o fenômeno.
“Apesar de estar bem afastado, ele não interfere diretamente aqui. Mas, indiretamente, ajuda a organizar mais nebulosidade. Aí, sim, dessa situação se forma uma frente fria”, explica Amorim. O alívio para o calor intenso e para os produtores rurais virá acompanhado de riscos de novos temporais.
Cuidados e alertas para a população
Com o segundo turno das eleições marcado para domingo, 25, a recomendação é redobrar a atenção e evitar locais abertos durante as tempestades. Equipes do governo estarão de plantão para monitorar os riscos e orientar os moradores sobre quedas de árvores e alagamentos.
“Quando tem tempestade, procurar um local seguro. A gente sempre reforça isso. Evitar áreas de alagamento, transbordamento”, orienta o gerente. Ele também destaca a importância de vistoriar residências para eliminar focos de água parada, prevenindo a proliferação de vetores da dengue e chikungunya. “É importante aproveitar os momentos em que estamos em casa para enxergar se não tem água parada. Porque chove e vem aquele calor. É um prato cheio para a questão da dengue, chikungunya e outros vetores”, alerta.
O Cimehgo projeta ainda um comportamento irregular do clima para as próximas semanas, caracterizado por alternância entre dias chuvosos e períodos de forte calor. A instabilidade climática, influenciada por fenômenos futuros, exigirá monitoramento constante tanto nas áreas urbanas quanto no campo.