Os 20 melhores alimentos ricos em proteína segundo a ciência

Frango, carne bovina, ovos ou feijão: afinal, qual é a melhor fonte de proteína para a saúde e para o planeta? Um estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, propõe uma resposta que pode surpreender quem associa o nutriente principalmente aos alimentos de origem animal. Na classificação, o tofu aparece em primeiro lugar, enquanto o queijo cheddar ocupa a última posição entre os 20 alimentos avaliados.

Como funciona a metodologia do Score BPI

A pesquisa foi conduzida pelo pesquisador Chris Macdonald, que desenvolveu o Score BPI, uma ferramenta que compara fontes de proteína a partir de critérios nutricionais, ambientais e socioeconômicos. A proposta é avaliar não apenas o que cada alimento oferece ao organismo, mas também os impactos de sua produção e o acesso da população a essas fontes de nutrientes.

Critérios ambientais e humanos na avaliação

O Score BPI tem pontuação máxima de 40 pontos e é dividido em duas categorias: o Score Planeta e o Score Pessoas. Na avaliação ambiental, foram considerados dados sobre emissões de gases de efeito estufa, poluição da água, uso da terra e consumo de água. Para permitir uma comparação entre alimentos diferentes, os impactos foram calculados por 100 gramas de proteína.

Indicadores de saúde e aminoácidos essenciais

Já a dimensão humana levou em conta indicadores relacionados à saúde, como os níveis de sódio, gordura saturada e colesterol, associados a riscos de doenças cardiovasculares e outros problemas de saúde. A pesquisa também considerou a presença dos nove aminoácidos essenciais, que o organismo não consegue produzir sozinho e precisa obter por meio da alimentação.

O impacto das escolhas alimentares

A classificação mostra que a escolha de uma fonte de proteína pode envolver mais fatores do que a quantidade do nutriente presente no alimento. O impacto ambiental da produção, a composição nutricional e o custo também entram na comparação. Isso não significa, porém, que os alimentos que aparecem nas últimas posições devam ser excluídos da dieta. O ranking considera critérios específicos e não substitui uma avaliação individual das necessidades nutricionais.

Essa ainda é a primeira versão da pesquisa. Esta versão deixou de fora fatores como o tratamento de animais de criação, o risco de resistência a antibióticos proveniente da pecuária e riscos mais amplos à saúde associados a certas carnes. Na opinião de especialistas, isso aumentaria ainda mais a diferença entre as fontes de proteína animal e vegetal.

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