O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, demonstrou admiração pelo momento vivido pelo rival Vila Nova, apontado como principal favorito ao acesso inédito para a elite do futebol nacional na Série B 2026. Em entrevista recente, o dirigente destacou a consistência do trabalho realizado no clube colorado.
Elogios à gestão do Vila Nova
Durante a entrevista concedida à rádio Band News FM Goiânia, o mandatário rubro-negro fez questão de exaltar a organização administrativa do rival da Série B. Para ele, a proximidade da vaga na primeira divisão é fruto de um planejamento sólido conduzido pela diretoria.
“Eu sinto que o Vila vai subir. O Vila está fazendo um trabalho muito bem feito, eu reconheço isso, está batendo na porta há muito tempo, e uma hora a porta abre. Um trabalho consistente, muito organizado, liderado lá pelo Hugo [Jorge Bravo], e a gente tem que reconhecer”, afirmou Adson.
Solidariedade ao Goiás e desafios financeiros
Além de exaltar o time colorado, o dirigente rubro-negro voltou suas atenções para o momento extra-campo do Goiás. A equipe esmeraldina atravessa uma fase financeira delicada, mantendo apenas chances matemáticas reduzidas de alcançar o G-6 nas rodadas finais da competição nacional.
“Por exemplo, aqui sempre nós corríamos atrás do Goiás. Chegou um momento em que o Atlético conseguiu dar uma equilibrada. Hoje o momento já é diferente. Hoje o Vila está aí na frente nos campeonatos todos e a gente tem que reconhecer. Um trabalho bem feito, organizado, sólido, não está com problema financeiro, e eu sinto as dificuldades. Por exemplo, o Goiás, o que está passando eu sinto na minha pele porque é muito difícil administrar futebol hoje, é muito gasto em cima dos clubes e pouco retorno”, avaliou o dirigente.
O desgaste na gestão esportiva
Enquanto o Vila Nova lidera e o Goiás luta contra as adversidades financeiras, o Atlético-GO depende apenas de suas próprias forças para se manter no G-6 da Série B a quatro rodadas do término da primeira fase. Contudo, Adson Batista também aproveitou o espaço para desabafar sobre o desgaste emocional inerente à cartolagem no futebol brasileiro.
“Às vezes emocionalmente você perde até a saúde, tem pessoas irresponsáveis que trabalham 24 horas só para denegrir a sua imagem, a sua história. Então são situações que é muito difícil você conviver no futebol, e tem hora que a gente fala aqui: será que isso vale a pena? Será que isso é algo que me faz bem? Eu sou apaixonado por futebol, mas eu sinto que vai chegar um ponto que poucas pessoas vão querer mexer com futebol. É muita gente apontando o dedo, querendo denegrir a imagem, esculhambando, para poucos momentos de alegria”, concluiu.