Especialistas da área médica fazem graves advertências sobre o estrangulamento sexual, conhecido popularmente como engasgo em âmbitos eróticos. O comportamento, cada vez mais frequente entre jovens casais, traz riscos severos que vão desde convulsões e derrames até a paralisia e o óbito.
Riscos à saúde e fragilidade do pescoço
O ato consiste em pressionar o pescoço do parceiro utilizando mãos, braços, membros inferiores ou acessórios como cordas e cintos, com o objetivo de limitar a passagem de ar ou sangue para elevar a excitação. Contudo, médicos reforçam que a região cervical é extremamente delicada. A pressão exercida para abrir uma lata de refrigerante já pode ser o suficiente para provocar desmaios, sequelas cerebrais definitivas e óbito.
Consequências graves da prática
Entre os impactos negativos relatados estão quadros de vertigem, tontura, problemas visuais, dificuldades na deglutição, marcas roxas e, em cenários mais extremos, derrames, paralisias, convulsões, abortos espontâneos e lesões neurológicas irreversíveis.
Acúmulo de danos e alertas de especialistas
Segundo a professora Debby Herbenick, os perigos se somam a cada nova ocorrência, de forma idêntica a traumas cranianos sofridos em modalidades esportivas. “É como um traumatismo craniano”, comparou.
A diretora da Coalizão para Acabar com a Violência Contra as Mulheres (EVAW), Andrea Simon, afirmou que a prática não deve ser normalizada. “Não existe estrangulamento seguro”, disse. Ela também apontou que a presença recorrente desse comportamento em produções adultas estimula a banalização da violência perante as novas gerações.
Diante do cenário de perigo para a integridade física e mental, profissionais da saúde enfatizam a urgência de ampliar o debate público sobre o assunto, desmistificando a suposta segurança dessa conduta amplamente difundida entre casais.