As defesas das maiores empresas de tecnologia do mundo comunicaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontraram qualquer tipo de irregularidade no canal de mensagens conhecido como “Exército do Lula”. A iniciativa virtual foi criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no aplicativo WhatsApp, gerando repercussão e desdobramentos em outras plataformas digitais.
Resposta ao tribunal eleitoral
A manifestação das companhias ocorreu em atendimento a uma ordem expedida pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques. O magistrado havia determinado um prazo rigoroso de apenas 24 horas para que as plataformas realizassem uma análise aprofundada sobre uma suposta atuação coordenada na internet.
Posicionamento oficial da Meta
A proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp apresentou sua avaliação técnica à Justiça Eleitoral, destacando que o material verificado até o momento está em conformidade com as regras de uso dos serviços.
“Conforme será demonstrado: (i) as URLs do Instagram indicadas nos autos foram analisadas e não violam as políticas da Meta, nem apresentam indícios de Comportamento Inautêntico Coordenado (“CIB”), (pendentes de análise aquelas eventualmente existentes no pen drive); (ii) o canal “EXÉRCITO DO LULA” foi analisado à luz das políticas aplicáveis aos Canais de WhatsApp, conforme declaração técnica anexa”, informou a Meta por meio de suas representantes legais.
Prazo considerado insuficiente
Apesar da resposta enviada dentro do limite estipulado, as advogadas da empresa argumentaram que o intervalo de 24 horas foi exíguo para concluir todas as averiguações técnicas exigidas, que abrangem quatro redes sociais distintas.
A companhia pontuou que o acesso ao pen drive contendo as evidências apresentadas pela acusação só foi liberado na tarde de sexta-feira. Por essa razão, foi protocolado um pedido de extensão de cinco dias para concluir a checagem detalhada desse conteúdo específico.