O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão desta sexta-feira (23/10) em estabilidade. Por volta das 10h05, o indicador marcava 204.132,82 pontos, apresentando uma variação de 0,01% em relação ao fechamento anterior.
Cenário político domina o mercado financeiro
A proximidade da definição da eleição presidencial é o principal motor dos negócios no país. No próximo domingo (25/10), os eleitores vão às urnas para escolher o candidato que assumirá o comando do país a partir de 2027.
Na véspera (22/10), o mercado encerrou as atividades registrando 204.120,12 pontos, o que representou uma retração de 1,15%. A expectativa dos investidores segue influenciada pelos recentes levantamentos estatísticos.
Pesquisa eleitoral e o último debate
Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na quinta-feira colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto no segundo turno, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% da preferência do eleitorado.
A agenda desta sexta-feira ainda reserva o derradeiro debate entre os postulantes ao cargo máximo do Executivo. O confronto televisivo está agendado para as 21h30, no horário de Brasília, com transmissão oficial da TV Globo.
Comportamento do dólar e do petróleo
No câmbio, o dólar comercial iniciou o dia com valorização discreta no mercado à vista. Por volta das 9h55, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,04, alta de 0,11% frente ao encerramento da véspera.
Enquanto isso, o mercado de commodities sente a pressão do petróleo. O barril do tipo brent acumulou alta de 1,58% em 24 horas, alcançando a marca de US$ 114,96 perto das 9h57.
Cenário internacional e bolsas globais
Fora do país, os investidores monitoram o desempenho das praças asiáticas, que encerraram a semana de maneira mista, divididas entre ganhos e perdas. Na Europa, os principais índices operam no campo negativo.
A cautela externa também é alimentada pelos Estados Unidos, onde o setor de tecnologia enfrenta uma onda de desinvestimentos motivada pelo temor de desaceleração nas empresas focadas em inteligência artificial, somada à escalada contínua nos preços do petróleo.