Um surto de covid-19 registrado na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde, no sudoeste goiano, resultou na suspensão temporária das visitas presenciais aos detentos. A determinação foi emitida pela Justiça após a confirmação de 109 casos da doença no estabelecimento prisional.
Evolução rápida das infecções
A propagação do coronavírus ocorreu em um intervalo de poucos dias dentro da unidade. Em 14 de outubro, o registro apontava 12 presos com diagnóstico positivo. No dia seguinte, 160 detentos manifestaram sintomas associados à doença. A aplicação de testes rápidos detectou inicialmente 79 ocorrências, quantificativo que subiu para 109 após a expansão da testagem.
Ações de contenção e isolamento
Para barrar a disseminação do patógeno e garantir a segurança tanto da população carcerária quanto dos servidores, a Corregedoria dos Presídios estabeleceu protocolos preventivos obrigatórios. As diretrizes abrangem o afastamento dos contaminados, acompanhamento médico contínuo, obrigatoriedade de máscaras e EPIs, além de higienização intensificada e otimização da circulação de ar nos espaços.
Monitoramento epidemiológico
A interrupção temporária do acesso de visitantes tem como meta diminuir o fluxo de pessoas na penitenciária. O retorno das atividades normais ficará condicionado a análises sanitárias futuras. O Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Diretoria-Geral da Polícia Penal de Goiás foram informados para acompanhar o desdobramento.
A determinação judicial também exige a produção de um relatório epidemiológico atualizado em um prazo de até 48 horas para mensurar o controle do surto. Até o momento, não há registros de quadros severos ou de remoções para hospitais externos, com os infectados mantidos e tratados no próprio local.