Durante o debate presidencial transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) “não conhece o Brasil”. A troca de farpas ocorreu após questionamentos do candidato opositor a respeito do saneamento básico e de recursos aplicados na Região Norte.
Críticas ao marco legal e embate sobre o Norte
O confronto verbal começou quando o representante do PL cobrou explicações sobre os investimentos federais na área e criticou a postura da bancada petista no Congresso Nacional, acusando os parlamentares da legenda de votarem contra o marco legal do setor.
Ao rebater os questionamentos, o chefe do Executivo federal relacionou o entendimento do senador sobre os estados nortistas aos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, mencionando especificamente o colapso no sistema de saúde de Manaus por falta de oxigênio hospitalar.
A menção à crise de Manaus
Em sua réplica, o presidente resgatou episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do parlamentar, que foi alvo de forte repercussão negativa na época ao ironizar pacientes com falta de ar durante uma entrevista concedida no período crítico da crise sanitária.
“Não conhece o Brasil. Não conhece o Brasil. Não conhece. Acho que ele só ouviu falar de Manaus e da Região Norte quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando a pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio”, declarou Lula.
Defesa de ações na Amazônia
Dando continuidade ao seu tempo de fala, o candidato à reeleição destacou as iniciativas promovidas por sua gestão na Amazônia, enfatizando aportes financeiros voltados para os setores de saúde, infraestrutura e assistência social.
O petista ainda aconselhou o adversário a dialogar com parlamentares para se inteirar das obras e projetos executados na área geográfica em questão. “Você vai perceber que foi mais investimento em cestas, mais investimento em saúde, mais investimento em portos, mais investimento no aeroporto, mais investimento em estradas”, afirmou.
O embate evidenciou as divergências entre os principais palcos da corrida eleitoral de 2026, com foco na gestão de políticas públicas para a Região Norte e na condução histórica do combate à pandemia no país.