Policiais militares são presos em Goiás sob suspeita de extorsão

Dois policiais militares foram presos em flagrante em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital goiana, sob a acusação de ameaçar um jovem e exigir o pagamento de R$ 10 mil por meio de uma transferência via Pix. Os agentes envolvidos na ocorrência foram identificados como Jailson Rodrigues de Almeida e Luiz Henrique de Alencar Monteiro.

Como ocorreu a abordagem em Goiás

De acordo com o relato registrado pela vítima, a dupla de agentes estava a bordo de uma BMW azul, que não contava com identificação oficial da corporação. Os suspeitos interceptaram o rapaz e a namorada dele bem em frente à residência do morador, dando início à situação que resultou na prisão em flagrante.

Buscas na residência e ameaças

Conforme as informações divulgadas sobre o caso, os militares ingressaram no imóvel do jovem para realizar buscas à procura de entorpecentes. Como nenhuma droga foi localizada no local, a dupla passou a exigir o desbloqueio dos aplicativos bancários da vítima para a realização de uma transferência de R$ 10 mil.

O boletim aponta que o rapaz sofreu intimidações e foi ameaçado de ser levado para “dar uma volta” caso recusasse a exigência financeira, o que gerou forte temor por sua integridade física.

Prisão e apreensão de armas

Logo após a denúncia formal, equipes da própria Polícia Militar de Goiás (PMGO) iniciaram diligências que culminaram na localização e na prisão dos dois suspeitos. Na ocasião, as autoridades apreenderam os telefones celulares dos agentes e os armamentos institucionais utilizados por eles.

Posteriormente, os policiais foram encaminhados à sede da Corregedoria e transferidos para o Presídio Militar, onde permanecem reclusos e à disposição da Justiça.

Desdobramentos administrativos

Em nota oficial, a corporação confirmou a prisão em flagrante e o início imediato de um procedimento administrativo disciplinar para esclarecer a conduta dos envolvidos. Além do processo na esfera criminal, os policiais tiveram o porte de arma suspenso preventivamente e foram afastados de suas funções operacionais, com garantia de direito ao contraditório e à ampla defesa.

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