Polícia Civil investiga vídeo de mulher agredindo idosa em Aparecida de Goiânia

Um caso de violência contra uma pessoa idosa no bairro Jardim Maria Inês, em Aparecida de Goiânia, passou a ser apurado pelas autoridades policiais após a circulação de imagens que mostram agressões físicas e verbais dentro de uma residência.

Relatos de omissão e chamados à polícia

Um morador da região, que preferiu não ter a identidade revelada, declarou que as agressões ocorrem com frequência no imóvel. Conforme o relato, a Polícia Militar foi acionada em diversas ocasiões, mas a situação continuava sem solução definitiva. “Eu liguei para a polícia umas cinco vezes, eles vão lá e aí falam: ‘É, não tem flagrante’. Mesmo eu mostrando o vídeo”, relatou o vizinho.

O autor das imagens conseguiu registrar mais um episódio na última quinta-feira (22). Segundo o morador, a suspeita já residia no local quando a idosa chegou. Ele também mencionou que, durante a presença dos policiais, a vítima costuma negar os abusos por supostamente ter pena da agressora.

Ação da Polícia Civil e novas denúncias

A delegada Bruna Coelho, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Aparecida de Goiânia, informou que tomou conhecimento do caso por meio de terceiros. Como a corporação ainda não havia sido formalmente, uma equipe foi enviada ao endereço para verificar a veracidade dos fatos e iniciar as diligências necessárias.

Investigação de cárcere privado e maus-tratos

Além das agressões físicas registradas em vídeo, o vizinho levantou suspeitas adicionais sobre as condições em que a vítima vive. Ele alegou que a idosa seria privada de alimentação adequada e estaria em uma situação que caracterizaria um possível cárcere privado, pontos que ainda precisam de confirmação oficial.

As imagens mostram a suspeita desferindo tapas, exigindo que a vítima coloque as mãos para trás e fazendo cobranças sobre parentes, enquanto o cinegrafista tenta intervir verbalmente. Em um dos trechos, a mulher dispara: “Fala o nome da minha mãe! […]”, e posteriormente profere ofensas como “A sua irmã, cachorra!”.

Até o momento, a identidade e a idade das envolvidas não foram divulgadas, assim como o grau exato de parentesco entre elas. A Polícia Civil reforça que denúncias de violência podem ser realizadas por meio do telefone 197 para que novos casos sejam investigados e coibidos no estado.

Deixe um comentário