Durante o debate presidencial exibido pela TV Globo nesta sexta-feira (23/10), o candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL) assumiu o compromisso de preservar a política de valorização do piso salarial nacional acima do índice inflacionário, caso vença a disputa nas urnas. O senador também apontou preocupação com o endividamento das famílias brasileiras e estendeu a promessa de reajustes para os aposentados.
Críticas ao endividamento e foco nos mais pobres
No confronto direto entre os postulantes ao cargo máximo do Executivo federal pelas Eleições 2026, o parlamentar detalhou como pretende conduzir a economia para devolver o poder aquisitivo à população, rechaçando cortes de gastos voltados à base da pirâmide social.
“Eu vou reajustar o salário mínimo acima da inflação para combater a sua fake news. Eu não vou deixar, não vou fazer economia em cima dos mais pobres, mas vou organizar essa economia para devolver o seu poder de compra. Você vai voltar a ter dinheiro no bolso”, garantiu o presidenciável.
Contraponto de Lula sobre gestões passadas
O atual chefe do Executivo e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aproveitou a oportunidade para contra-argumentar. O petista direcionou críticas ao congelamento salarial que, segundo sua avaliação, marcou os mandatos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
O histórico do piso nacional
De acordo com o discurso do atual mandatário, o patamar atual da remuneração básica brasileira é fruto direto das políticas adotadas por sua legenda ao longo dos anos, vinculando os ganhos ao Produto Interno Bruto (PIB).
“Se não fosse os governos do PT aumentar o salário mínimo acima da inflação, colocando o PIB no orçamento, o salário mínimo seria apenas R$ 900. É isso que eles querem para o Brasil”, afirmou o candidato à reeleição.
O embate econômico evidenciou a divergência de propostas e o histórico de gestão entre os principais concorrentes ao governo federal, colocando o poder de compra e a renda dos trabalhadores no centro da disputa eleitoral.