Os brasileiros na Nova Zelândia foram os primeiros a registrar seus votos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O processo começou às 16h deste sábado, 24, no horário de Brasília, contemplando cinco seções eleitorais situadas na capital do país, Wellington. Na região, cerca de 3,1 mil eleitores estão aptos a participar da decisão entre Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Fuso horário adianta urnas no exterior
Mesmo com o pleito oficial ocorrendo neste domingo, 25, no território brasileiro, a disparidade nos fusos horários faz com que a votação seja iniciada antecipadamente em determinadas nações. Segundo as diretrizes estabelecidas pela Justiça Eleitoral, as urnas operam das 8h às 17h, sempre com base no horário local de cada localidade.
Conforme informações repassadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproximadamente 918,9 mil cidadãos encontram-se habilitados para votar fora do país, espalhados por 186 municípios globais. Ao contrário daqueles que residem no Brasil, os votantes com domicílio eleitoral no exterior participam exclusivamente da disputa pelo cargo de presidente da República.
Encerramento e distribuição global do eleitorado
As últimas zonas eleitorais a abrir e fechar a votação estarão situadas em localidades como Los Angeles e São Francisco, nos Estados Unidos, além de Vancouver, no Canadá, regiões que registram quatro horas de atraso em relação ao horário de Brasília.
Países com maior concentração de eleitores
Os Estados Unidos concentram a maior parcela do eleitorado brasileiro no exterior, somando cerca de 265 mil votantes. Logo depois aparecem Portugal, com 134 mil, e o Japão, que totaliza 88,3 mil pessoas aptas a votar.
No recorte por cidades, Lisboa lidera com 78.833 eleitores inscritos, seguida por Boston, com 53.406, e Porto, com 47.676. Outros polos expressivos incluem Nagóia, com 44.570; Miami, com 40.104; e Nova York, com 39.026.
O eleitorado no exterior registrou uma expansão superior a 30% na comparação com o pleito de 2022, quando 697,1 mil pessoas podiam votar fora do país, marcando o maior volume da série histórica iniciada em 2010. Apesar da alta, a abstenção segue elevada, tendo atingido 63% no primeiro turno de 2026, superando os 51% registrados em 2022 e os patamares de 59% vistos em 2018 e 2014.