Lula afirma em debate que salário mínimo estaria em R$ 900 sem o PT

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (23/10) que o piso salarial do país estaria estagnado em R$ 900 caso sua gestão e a da ex-presidente Dilma Rousseff não tivessem assumido o comando do Palácio do Planalto. A afirmação ocorreu durante o debate presidencial transmitido pela TV Globo.

Duelo verbal entre candidatos

Na ocasião, o petista direcionou um questionamento ao seu opositor na disputa, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), cobrando explicações sobre o impacto das políticas econômicas anteriores na renda dos trabalhadores brasileiros.

“Eu queria fazer a seguinte pergunta para ele, uma pergunta simples: ele tem noção de quanto custaria o salário mínimo em São Paulo e no Sudeste se não fosse o governo do PT? Se não fosse o governo do PT, Lula e Dilma, se a gente não tivesse reajustado o salário acima da inflação, sabe quanto seria o salário mínimo por conta do seu pai e do Temer, que não aumentaram? Seria R$ 900”, disse Lula.

O titular do Planalto continuou as críticas ao adversário político, questionando o conhecimento de Flávio Bolsonaro sobre os índices econômicos e as regras históricas de valorização do piso nacional adotadas pelas administrações petistas em benefício de aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC.

“Como é que pode alguém querer ser presidente da República do país e sequer saber quanto seria o salário mínimo se a regra de reajuste fosse a que eles adotaram? Eles e outros. Porque [quem] só pensou em aumentar os aposentados da ativa, os trabalhadores do salário mínimo da ativa, os aposentados, os pensionistas, o BPC, [foi] o governo do PT. É por isso que nós chegamos a mil e tantos de salário mínimo, porque, se não, seria R$ 900”, declarou o titular do Planalto.

Histórico de reajustes e regras vigentes

A atual política de valorização do salário mínimo implementada pela gestão federal combina a reposição oficial da inflação com um índice de ganho real, respeitando limites estipulados por legislação federal. Em contrapartida, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os reajustes foram atrelados estritamente ao Índice Nacional de Preços al ao Consumidor (INPC), com exceção de oscilações marginais registradas no primeiro e no último ano, encerrando a fórmula automática baseada na variação do PIB.

Em sua tréplica no debate televisivo, Flávio Bolsonaro rebateu as acusações e assegurou compromisso com o poder de compra da população caso vença o pleito eleitoral.

“Com certeza, eu vou reajustar, sim. Salário mínimo acima da inflação, aposentadoria acima inflação. Eu não vou privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras”, pontuou.

Projeções econômicas para o futuro

Atualmente, o valor do piso nacional estipulado para os trabalhadores é de R$ 1.621 mensais. Paralelamente, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao ano de 2027, encaminhado pelo Executivo federal ao Congresso Nacional, estima um valor de R$ 1.741,00 para o salário mínimo, o que representa um acréscimo de 7,4% em comparação ao patamar anterior.

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