A médica cardiologista Ludhmila Hajjar, natural de Anápolis, anunciou publicamente seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República na sexta-feira (23). Conhecida por atender lideranças políticas como Ronaldo Caiado (PSD) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de ter sido cotada para o Ministério da Saúde por Jair Bolsonaro (PL) na crise sanitária da Covid-19, a especialista justificou sua decisão com a frase “Minha escolha é pela vida.”
Defesa do sistema público
Durante seu pronunciamento, a profissional fez severas críticas à administração anterior e enfatizou a relevância da rede pública. “Não mexam com o nosso SUS, porque nós não vamos permitir. O SUS é a maior riqueza desse país. É um dos maiores investimentos que esse país fez para a sua população”, declarou, acrescentando na sequência: “De 2018 a 2022, esse sistema salvou milhares de vidas quando sofreu ataques, quando teve mudanças de concepção que destruíram as políticas públicas”.
Reconstrução e conectividade
A cardiologista também pontuou que integrou os esforços para reestruturar o atendimento público nos últimos anos, período em que a rede deu novos passos em direção à modernização. Segundo ela, “E o governo do presidente Lula, entre 2022 e 2026, trabalhou para essa integração do sistema, essa conectividade, para que você tenha o seu problema resolvido da melhor maneira”.
Contraste de propostas na saúde
Para a médica, o pleito exige reflexão sobre os rumos do país nas áreas essenciais. “Então, como brasileiro, daqui a quatro dias você vai fazer uma escolha. A minha escolha é pela vida, a minha escolha é pela ciência, é pela educação, é pela saúde e é pela cultura. Pense nisso, reflita. Então, nós precisamos que você vá às urnas e faça a escolha certa. Eu escolho a vida. Eu escolho o SUS”, finalizou.
O posicionamento da médica contrasta com propostas defendidas por correligionários do adversário político ligado a Flávio Bolsonaro. Claudio Lottenberg, cotado para assumir a pasta da Saúde em um eventual governo do PL, já se posicionou contrariamente ao aporte de novos recursos financeiros no Sistema Único de Saúde.