Com uma extensão territorial que o coloca como o quinto maior país do mundo e uma população estimada em 214,3 milhões de habitantes em 2026, o Brasil desempenha um papel fundamental no cenário global, sendo responsável por alimentar cerca de 10% da população mundial e ostentando um PIB entre os dez maiores do planeta. No entanto, a nação enfrenta uma polarização política cada vez mais prejudicial aos cidadãos, exigindo um debate profundo sobre propostas e prioridades administrativas que vão além de nomes e espectros ideológicos.
Economia, desigualdade e programas sociais
Independentemente de preferências partidárias, o foco da população reside em demandas cotidianas fundamentais, como o poder de compra no supermercado, investimentos sólidos em saúde e segurança pública, e acesso à educação de qualidade em todos os níveis. Além disso, o país precisa valorizar sua cultura, um setor que gera empregos e projeta o Brasil internacionalmente, combatendo a visão de que manifestações culturais sejam inimigas da sociedade.
A realidade dos mais de 200 milhões de brasileiros é marcada por profundas disparidades sociais, o que torna indispensável a manutenção e o aperfeiçoamento de programas sociais eficientes. A retirada de mecanismos de proteção, muitas vezes defendida a partir de privilégios, demonstra falta de empatia com a parcela da população que mais necessita de apoio estatal para acessar o básico.
Responsabilidades federativas em saúde e segurança
No âmbito da gestão pública, é preciso cobrar transparência e eficiência das diferentes esferas de governo. Enquanto a União deve garantir e fiscalizar os repasses de recursos, a execução de serviços essenciais como o policiamento ostensivo cabe aos governos estaduais, cujas forças de segurança enfrentam desafios distintos pelo país. Da mesma forma, o Sistema Único de Saúde opera de forma compartilhada entre municípios, estados e governo federal, exigindo presença e articulação constante entre os chefes dos Executivos para evitar a escassez de insumos e medicamentos.
O impacto das redes sociais no debate político
O cenário de acirramento político é intensificado pelo comportamento de parlamentares e figuras públicas nas plataformas digitais. Sobre essa dinâmica, durante uma conversa com uma figura importante da política, ouvi uma afirmação que me chamou a atenção: “Há um receio de disputar eleição. Porque veja essa galera que está se elegendo: não quer debater política, está atrás apenas de views”. Essa busca obsessiva por engajamento e cortes virais empobrece o debate legislativo e afasta a população da política.
A violência política e o desgaste institucional gerado por narrativas polarizadas ajudam a explicar fenômenos como o alto índice de abstenção nas urnas. O eleitor demonstra cansaço diante de disputas vazias que ignoram os problemas reais da sociedade.
Seja qual for o resultado das urnas, o próximo presidente terá o dever constitucional de governar para todos os brasileiros, unificando a nação e garantindo desenvolvimento, dignidade e oportunidades dentro dos limites democráticos.