Na véspera do segundo turno da eleição presidencial, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reuniu-se com 47 representantes de governos estrangeiros e de entidades internacionais. O objetivo do encontro foi detalhar o funcionamento do pleito nacional e reforçar a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Logística comparada ao futebol americano
Durante o evento realizado na manhã de um sábado (24/10), o chefe da corte eleitoral destacou a magnitude da operação logística necessária para atender 158 milhões de eleitores aptos a votar em milhares de municípios simultaneamente. Para ilustrar a complexidade da tarefa, ele utilizou uma analogia com o esporte norte-americano.
“Quando falamos da estrutura das eleições brasileiras, não estamos falando apenas da preparação de mais de 500 mil urnas eletrônicas. Estamos falando de uma das maiores operações de tecnologia e logística eleitoral do mundo, capaz de mobilizar milhões de pessoas em milhares de municípios no mesmo dia”, disse em evento na manhã deste sábado (24/10).
O magistrado reforçou que o volume de recursos envolvidos supera o de grandes espetáculos internacionais.
“Para dar uma dimensão desse desafio, podemos compará-lo a um dos maiores eventos esportivos dos Estados Unidos: o Super Bowl. Se aquele espetáculo exige uma operação tecnológica e logística de enorme complexidade, a eleição brasileira mobiliza uma estrutura ainda maior para garantir a cada cidadão o direito de escolher seus representantes”, declarou.
Presença estrangeira e validação externa
O encontro contou com delegados de blocos e nações como a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, o Parlamento do Mercosul e os Estados Unidos. Segundo o comando do tribunal, relatórios anteriores elaborados por entidades como a OEA, o Centro Carter e a UNIORE atestam a eficiência do sistema brasileiro.
Nunes Marques pontuou que tais organizações “reconheceram a capacidade operacional da Justiça Eleitoral, o funcionamento das urnas eletrônicas, a preparação dos mesários, os mecanismos de auditoria e a transparência das etapas de transmissão, totalização e divulgação dos resultados”.
Transparência e aperfeiçoamento institucional
O magistrado também ressaltou que as missões estrangeiras atestaram a normalidade do pleito. O programa de convidados internacionais ocorre de forma contínua desde 2010 com a finalidade de expor o planejamento e a execução da votação no país.
“As missões também registraram que a votação transcorreu, em geral, de maneira tranquila e organizada nas localidades acompanhadas, sem identificação de incidentes graves nesses locais”, disse Nunes Marques.
Ao concluir, o chefe do TSE celebrou o monitoramento externo como ferramenta de melhoria contínua. “Recebemos essas avaliações com gratidão e responsabilidade. A observação independente fortalece a transparência e oferece elementos concretos para o aperfeiçoamento das nossas práticas”, acrescentou.