O defensor Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, manifestou forte oposição neste domingo (25) à determinação do ministro Cristiano Zanin, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu o pleito do segundo turno até as 19h. Por meio de postagens na rede social X, o jurista apontou interferência no processo eleitoral e colocou em dúvida a validade do resultado perante a comunidade internacional.
Questionamentos sobre a atuação do STF
Segundo o representante legal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Suprema Corte antes que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pudesse se manifestar sobre a controvérsia. Ele também expressou estranhamento diante da rapidez com que a ordem foi assinada, insinuando que a peça jurídica talvez não tenha sido lida antes do aval e recordando o histórico de atuação do magistrado na defesa de Lula em esferas criminais antes de sua ascensão ao tribunal superior.
Ações das campanhas e o sorteio judicial
A medida contestada ocorreu após a equipe jurídica da campanha governista protocolar uma reclamação relatando obstáculos na mobilidade de eleitores. Os representantes apontaram falhas nos serviços de transporte público em municípios de diversas regiões e pediram a dilação do prazo final. O protocolo deu entrada no STF perto das 15h45 e coube a Zanin por meio de distribuição randômica, com a ordem sendo expedida logo após as 17h. Vale destacar que o grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) também havia feito um pleito semelhante ao TSE em localidades afetadas por transtornos de locomoção.
Repercussão na cúpula eleitoral
Em decorrência da ordem, o dirigente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, instruiu os tribunais regionais a manterem ativas até as 19h as mesas receptoras que ainda operavam. Em paralelo, o magistrado do STF emitiu uma diretriz complementar determinando que os equipamentos eletrônicos já encerrados permanecessem invioláveis, com a apuração regular daqueles registros.
O imbróglio gerou a paralisação momentânea na contagem dos sufrágios e exigiu uma reunião de emergência entre os ministros do tribunal eleitoral. Apesar das contundentes críticas postadas na internet, o jurista estrangeiro não exibiu evidências de fraude ou adulteração no sistema de votação, e o governo dos Estados Unidos manteve silêncio oficial sobre o episódio.