O deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) defendeu publicamente a anulação do pleito presidencial após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Em gravação divulgada na internet, o parlamentar classificou o desfecho como “matematicamente impossível”, embora tenha deixado de fornecer cálculos ou dados concretos para comprovar a tese.
Críticas a medidas do supremo tribunal federal
O foco das contestações recaiu sobre uma determinação que o político atribuiu ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada à ampliação do período de votação em duas horas. Na visão do parlamentar, a alteração teria ocorrido posteriormente ao prazo limite estabelecido.
“Uma eleição dessa, com uma decisão do Zanin da forma como foi feita, no mínimo merece anulação e uma nova eleição ser refeita”, declarou.
Alegações sobre pesquisas e regularidade
O senador eleito mencionou sondagens e dados internos que indicariam vantagem para Flávio Bolsonaro, sem contudo especificar nomes de institutos, datas de realização, metodologias aplicadas ou margens de erro. Especialistas apontam que divergências entre levantamentos prévios e urnas não configuram, por si só, falhas no processo.
“Eu não tô falando em fraude de urna, nem nada disso, mas é inexplicável”, disse. Apesar de afastar a hipótese de adulteração nos equipamentos de votação, o congressista insinuou a ocorrência de interferências e questionou se a nação estaria passando por um golpe, sem exibir evidências.
Acusações de irregularidades na campanha
Durante o pronunciamento, o representante do PL também imputou ao governo e a correligionários do adversário a prática de envio em massa de mensagens e a propagação de conteúdos inverídicos contra Flávio. Alegou, ainda, que a concessão de benefícios durante o período eleitoral representaria infrações à legislação, carreadas sem a exibição de documentos comprobatórios ou sentenças judiciais.
Ao término da manifestação, o político sinalizou que planeja definir os próximos movimentos políticos. “Agora é dormir, amanhã pensar com mais calma e ver o que a gente pode fazer”, declarou.