O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, garantiu no domingo (25) que a extensão do horário de votação estabelecida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), não interferiu no desfecho da apuração do segundo turno das eleições, culminando na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Impacto técnico e superação de barreiras
Conforme relatado pelo chefe da Justiça Eleitoral, a determinação emitida após o fechamento tradicional das urnas exigiu adaptações operacionais imprevistas, obrigando o tribunal a paralisar temporariamente a recepção dos boletins de urna para adequação à norma.
“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou o ministro.
Bastidores da apuração e fluxo de dados
O magistrado explicou que a suspensão momentânea gerou o maior acúmulo de boletins já visto nos registros do órgão, gerando apreensão quanto à capacidade de processamento dos sistemas informatizados. No entanto, o corpo técnico do tribunal superou os entraves operacionais e normalizou a contagem.
Origem da medida judicial
A ordem de Zanin estendeu o prazo de votação das 17h para as 19h (horário de Brasília) a pedido da chapa petista, que apontou falhas na oferta de transporte público e barreiras de locomoção para o eleitorado. Posteriormente, o entendimento foi refinado para abranger apenas as seções que ainda mantinham urnas abertas às 17h, enquanto os demais votos seguiam o fluxo regular.
Enquanto a cúpula eleitoral confirmava a normalidade do pleito e detalhava os trâmites do dia decisivo, o candidato derrotado indicou que acionará o poder judiciário para tentar invalidar o resultado das urnas.