O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu publicamente uma declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) a respeito da apuração da eleição presidencial. A corte negou que fiscais da legenda tenham sido expulsos da sala-cofre durante a contagem dos votos que consagraram Lula (PT) vitorioso no pleito nacional.
Esclarecimentos sobre o acesso à apuração
Em nota oficial divulgada em seu portal, o órgão máximo da Justiça Eleitoral detalhou o funcionamento dos espaços de acompanhamento. “A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do tribunal, como a sala de totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”, pontuou a instituição.
O texto publicado pelo tribunal também reforçou que os representantes do partido acompanharam todo o andamento da divulgação dos dados no setor apropriado. “Fiscais da legenda acompanharam a divulgação dos resultados na sala de totalização”, assegurou a nota.
Reações e contestação do resultado
Logo após a confirmação da vitória do adversário, o parlamentar criticou o processo e levantou dúvidas sobre a lisura do pleito. O senador, que terminou o primeiro turno na liderança com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista antes de ver o resultado ser revertido na segunda etapa, classificou o episódio como inaceitável.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio, do próprio Zanin, e ele atende a um pedido e passa por cima da Justiça Eleitoral”, declarou o parlamentar.
A acusação sobre a sala-cofre
Em seu discurso logo após o término da apuração, o senador reiterou as acusações e mencionou a suposta exclusão dos representantes partidários do núcleo de segurança do tribunal, justificando assim sua recusa em aceitar o desfecho das urnas.
“E outra coisa, um detalhe que poucos sabem aqui: os nossos fiscais do PL fueron retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento em que essa decisão foi tomada. Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você que tem me assistido também não desista”, concluiu.