Tereza Cristina defende voto secreto no senado após PP apoiar alcolumbre

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou nesta terça-feira (27/10) que a definição do novo presidente do Senado caberá exclusivamente aos 81 parlamentares por meio de um voto “livre, soberano e secreto”.

Impacto do acordo partidário

O posicionamento da congressista veio a público logo após a oficialização da aliança entre o União Brasil e o Progressistas em favor da reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para o comando da mesa diretora. Com a decisão da federação recém-formada, os planos da senadora de lançar uma candidatura própria sofreram um forte revés político.

O direito dos novos parlamentares

Mesmo sem esclarecer se manterá sua intenção de concorrer ao posto na eleição marcada para 1º de fevereiro de 2027, a senadora destacou que a bancada renovada em outubro ainda aguarda diplomação e possui total autonomia decisória.

“Observamos que os 54 novos senadores eleitos e reeleitos sequer foram diplomados e têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e, naturalmente, a dos eleitores que representam”, afirmou.

Diálogo com a bancada feminina

A parlamentar também revelou a intenção de dialogar com os recém-chegados ao parlamento antes do pleito, ressaltando o papel de articulação que pretende desempenhar nos próximos meses.

“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, declarou.

Justificativa da aliança

O apoio a Alcolumbre foi formalizado por meio de um comunicado conjunto assinado por Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, dirigente do PP.

“Entendemos que a continuidade de sua liderança contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população”, afirmaram os dirigentes.

Apesar de perder o respaldo oficial de sua própria legenda, a parlamentar sul-mato-grossense mantém a possibilidade de concorrer, já que o regimento interno da casa legislativa permite candidaturas avulsas, independentemente de chancela partidária. Além dela, o senador Rogério Marinho (PL-RN) também figura como um dos potenciais concorrentes ao cargo.

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