A corrida pela liderança da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ganha novos contornos com articulações intensas nos bastidores e múltiplos parlamentares cotados para o cargo. Nesse cenário de forte concorrência, o deputado estadual reeleito Issy Quinan (MDB) tem concentrado seus esforços na captação de alianças junto aos legisladores que farão sua estreia na próxima legislatura.
Estratégia focada em parlamentares estreantes
O emedebista já contabiliza oito apoios oficiais em sua jornada rumo à Mesa Diretora. O dado curioso dessa composição é que a grande maioria dos aliados é formada por marinheiros de primeira viagem: são sete deputados novatos ao lado de apenas um parlamentar que conseguiu a reeleição.
Essa movimentação tática destaca a relevância dos novos nomes na correlação de forças da Casa e une representantes de quatro siglas diferentes. A lista de aliados de Issy Quinan conta com Bessa (Mobiliza), Keké da Vulkanic (Mobiliza), Lucas Kitão (Mobiliza), Amarildo Filho (Novo), Neto Karfan (Novo), Henrique César (Podemos), Willian Panda (Podemos) e Paulin Vai Nele (PRD).
Cenário competitivo dentro da base governista
Apesar do avanço inicial, o grupo reconhece que a construção exige expansão contínua para comprovar a viabilidade real da chapa. Afinal, alianças conquistadas no início do processo não asseguram, por si só, uma maioria matemática consolidada para o dia da votação.
O parlamentar do MDB precisa lidar com uma concorrência expressiva dentro do próprio arco governista alinhado ao vice-governador Daniel Vilela. Outros sete nomes aparecem cotados nos bastidores da base: Cairo Salim (MDB), Charles Bento (MDB), Jamil Calife (PP), Talles Barreto (União Brasil), que atua como líder do Governo, Wagner Neto (Solidariedade), Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Wilde Cambão (União Brasil).
Outros articuladores no tabuleiro político
A dispersão de candidaturas demonstra que o resultado final dependerá diretamente da habilidade de diálogo entre as diversas facções que compõem a base aliada do governo estadual.
Além dos governistas, os bastidores também registram menções ao nome de Lissauer Vieira (PL), ex-presidente da instituição e representante oriundo do bloco oposicionista. Com um tabuleiro repleto de concorrentes e conversas em andamento, o pleito segue indefinido, tendo como principal obstáculo a conversão de apoios verbais em votos efetivos na urna.