Os rebeldes houthis do Iêmen assumiram a autoria de uma série de ataques contra alvos estratégicos na Arábia Saudita, incluindo o Ministério da Defesa em Riad e a refinaria de petróleo de Ras Tanura. A ofensiva desta terça-feira, 27, ocorreu simultaneamente a uma intensificação drástica de confrontos terrestres no território iemenita, que resultaram na morte de pelo menos 97 combatentes de ambos os lados em disputa.
Defesa saudita intercepta mísseis
Autoridades do reino confirmaram a interceptação e destruição de dois mísseis balísticos que tinham como destino final a capital saudita. Moradores locais relataram ter ouvido fortes explosões e receberam alertas em seus telefones celulares com instruções urgentes de segurança para buscar abrigos. A coalizão militar liderada pelos sauditas também informou a derrubada de outros três projéteis que avançavam em direção à Província Oriental.
Incêndio em complexo petrolífero
Na costa do Golfo Pérsico, a refinaria de Ras Tanura foi alvo da ação rebelde. O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo lançou um míssil balístico contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita, em Riad, e declarou que o projétil atingiu o alvo. Saree também reivindicou ataques com mísseis contra dois aviões de combate no sul do território saudita.
Na mesma ofensiva, os houthis afirmaram ter atingido a refinaria de Ras Tanura, situada na costa saudita do Golfo Pérsico. Segundo Saree, o ataque provocou incêndios de grandes proporções. A agência de segurança marítima Vanguard confirmou um foco de incêndio na instalação, embora o fogo tenha sido controlado rapidamente. Com capacidade para processar 550 mil barris diários, o complexo é vital para a economia global de energia.
Escalada de mortes no Iêmen
Em solo iemenita, a violência disparou após bombardeios aéreos iniciados na segunda-feira, 26, concentrando-se nas imediações do estreito de Bab el-Mandeb, corredor marítimo essencial para o tráfego comercial global entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Fontes militares apontam o registro de 63 baixas entre os insurgentes e 34 entre as tropas governamentais, agravando ainda mais a crise humanitária e geopolítica na área.