O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou cerca de 240 denúncias em apenas 24 horas após o término das eleições, focando em casos de retaliação e incentivo a punições contra trabalhadores por causa de suas escolhas nas urnas em território nacional.
O avanço do assédio eleitoral nas redes
De acordo com o órgão ministerial, influenciadores, palestrantes e empresários têm utilizado as plataformas digitais para promover campanhas de perseguição. “A eleição acabou, mas o assédio eleitoral não”, afirmou o procurador-geral do Trabalho, Glaucio Araújo de Oliveira, em vídeo publicado nesta terça-feira (27).
Orientações para coleta de provas e denúncias
Para fortalecer as investigações conduzidas pelas autoridades, o MPT recomenda que a população reúna evidências materiais, como gravações de tela e capturas de tela (prints). Qualquer cidadão pode relatar irregularidades diretamente na página oficial da instituição na internet (mpt.mp.br).
Responsabilidade das plataformas e o recado aos patrões
As empresas de tecnologia também estão na mira e devem monitorar ativamente a circulação de postagens ilegais, procedendo com a exclusão imediata desse material.
“Empresário, você é dono do seu negócio, não do voto do seu empregado. Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho”, reforçou o órgão, prometendo rigor e rapidez na punição dos infratores.