Endividados de risco disparam 75% no país e atingem 20,3 milhões de brasileiros

O volume de cidadãos brasileiros classificados com alta probabilidade de inadimplência, grupo conhecido como endividados de risco, alcançou a marca de 20,3 milhões de pessoas, conforme dados divulgados pelo Banco Central.

Critérios para classificação do endividamento

Para integrar essa categoria preocupante, o cidadão precisa cumprir ao menos duas exigências estipuladas pela autoridade monetária. Entre os parâmetros estão possuir parcelas em aberto por período superior a 90 dias e comprometer mais da metade da renda mensal com obrigações financeiras.

Outros fatores determinantes

O perfil também abrange quem utiliza simultaneamente crédito pessoal sem consignação, cheque especial e rotativo, além daqueles cuja renda residual após o pagamento dos débitos fica situada abaixo da linha de pobreza.

Ações governamentais e novas resoluções

Diante do cenário de alerta que afeta 17% do total de devedores integrados ao Sistema Financeiro Nacional, o governo federal implementou o programa Novo Desenrola Brasil em maio, com o objetivo de facilitar a renegociação de valores em condições vantajosas.

Complementando as iniciativas, a autoridade monetária publicou três resoluções na última sexta-feira (23/10) impondo limites à propaganda de empréstimos, ampliando a clareza sobre débitos e fixando exigências inéditas para operações via Pix, sem descartar novas normatizações futuras.

“Há uma preocupação especificamente com as pessoas que já entraram no rotativo e estão pagando juros no cartão e pessoas que já estão com um nível de atraso significativo, seguindo o que são as melhores práticas internacionais, exemplos de literatura sempre de você tomar a preocupação de não fazer mais ofertas, especialmente essas ofertas mais agressivas que a gente conhece voltadas para este público”, afirmou o presidente do BC, Gabriel Galípolo nesta terça.

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