Demandas de empresários para excluir apoiadores do Partido dos Trabalhadores de processos de recrutamento vieram à tona após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na corrida pelo Palácio do Planalto. O relato foi feito pela psicóloga goiana Mara Suassuna, proprietária de uma empresa especializada em captação, triagem e seleção de pessoal corporativo.
Triagem ideológica em processos seletivos
Segundo o depoimento de Suassuna, os pedidos por filtros com recorte político começaram imediatamente depois da divulgação do resultado das eleições. Ela afirmou ter sido procurada com exigências explícitas: “Hoje eu recebi vários telefonemas, várias mensagens de clientes meus, de empresários que têm nas suas empresas, inclusive pedindo para selecionar novos colaboradores, cujo critério passa por não ser petista”, afirmou.
A profissional comunicou ainda que pretende executar as triagens seguindo essas diretrizes dos contratantes. “Tenho certeza de que eu vou contratar muita gente boa. De direita, alinhada com os valores, a missão e a visão da sua empresa. Não tem jeito de laranja podre estar pertinho da gente”, completou.
Defesa com base em teoria comportamental
Para respaldar o posicionamento, a psicóloga declarou que a decisão não se limita ao campo partidário, mas envolve afinidade de princípios. Em sua argumentação, mencionou os estudos do teórico Shalom Schwartz. “Não é uma questão de ideologia política, é uma questão de valores. Existe um teórico da psicologia que se chama Schwartz e ele fala da teoria dos valores, que o que define as nossas escolhas são os nossos valores. Onde não existe compartilhamento de valores, de