A situação financeira dos principais clubes de futebol de Goiás revela cenários bastante distintos nos bastidores da Série B do Campeonato Brasileiro. Dados divulgados por um levantamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) mostram que o passivo financeiro acumulado por Vila Nova, Goiás e Atlético atinge a marca combinada de R$ 311 milhões.
Radiografia do endividamento goiano
O estudo analisa os 40 times que integram as Séries A e B do futebol nacional. Entre os representantes goianos, o Vila Nova aparece com o maior volume de obrigações financeiras, registrando um total de R$ 155 milhões em passivos, o que o coloca na 27ª posição no ranking geral do país. Na tabela da competição nacional, o clube figura nas primeiras colocações da disputa.
Logo atrás no cenário estadual está o Goiás Esporte Clube, acumulando R$ 114 milhões em dívidas e ocupando o 28º lugar na listagem nacional da agência. Já o Atlético apresenta o menor montante de débitos entre os rivais locais, com um valor total de passivos que varia conforme a composição de suas contas e obrigações processuais, situando-se na 33ª posição do ranking de endividamento do Brasil.
Como é feito o cálculo dos passivos
Para chegar a esses montantes, a metodologia adotada pela Anresf baseou-se nos balanços financeiros oficiais fechados em 31 de dezembro de 2025, além de relatórios periódicos referentes a compromissos em atraso informados pelas próprias diretorias das instituições esportivas. O estudo exclui adiantamentos de receitas, focando estritamente nas obrigações reais que precisam ser liquidadas.
Detalhamento das contas do Vila Nova
O maior volume de débitos do Vila Nova é composto por empréstimos de conselheiros, que somam R$ 90,6 milhões. A estrutura do passivo colorado ainda contempla R$ 29,1 milhões em dívidas trabalhistas e sociais, R$ 9,5 milhões em obrigações tributárias, R$ 8 milhões relacionados a direitos de atletas, R$ 5,5 milhões em provisões judiciais e R$ 12,8 milhões em acordos e financiamentos diversos.
Composição financeira de Goiás e Atlético
No Goiás, o saldo devedor é formado principalmente por provisões para contingências judiciais, que atingem R$ 35,03 milhões, além de obrigações fiscais e sociais de R$ 27,41 milhões e empréstimos e financiamentos de R$ 26,07 milhões. O clube também contabiliza contas a pagar, obrigações trabalhistas e compromissos com fornecedores.
Por fim, o Atlético registra em suas contas compromissos a pagar, obrigações trabalhistas, sociais e tributárias, parcelamentos fiscais, além de empréstimos, financiamentos e provisões para riscos processuais. Enquanto administram esses compromissos econômicos, as três equipes seguem focadas nos objetivos esportivos dentro das últimas rodadas do torneio nacional.