O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, garantiu que o pleito do último domingo (25) ocorreu “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. A manifestação pública foi dada nesta quarta-feira (28), logo após a repercussão de uma carta com teor antidemocrático divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Repercussão das publicações do senador
A polêmica começou quando o parlamentar publicou um documento afirmando ser o “verdadeiro presidente eleito”, trecho que acabou sendo apagado após alguns minutos. Em uma nova postagem realizada já nos Estados Unidos, onde agradeceu o acolhimento de Donald Trump e Javier Milei, o político alterou a frase para se autoproclamar “líder do Brasil”, mantendo as acusações de fraude no sistema de votação.
Balanço oficial da Justiça Eleitoral
De acordo com o chefe da Corte Eleitoral, o país registrou as eleições mais inclusivas da história republicana brasileira. O magistrado destacou o trabalho técnico realizado durante o encerramento da votação. “Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”, declarou.
Garantia de análise jurídica
O ministro também comentou sobre eventuais contestações judiciais apresentadas pelos candidatos e partidos políticos. “Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos. Com o empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”, completou.
Para finalizar, o presidente do TSE reiterou o foco da instituição na democracia e na escolha popular. “Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”, concluiu o ministro, que foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, pai do senador.