Justiça em Goiânia absolve réu de ataque a ônibus de torcedores do goiás

Mais de três anos após uma emboscada na rodovia GO-070, o Tribunal do Júri de Goiânia concluiu o julgamento de dois homens acusados de atacar um ônibus que transportava passageiros e torcedores do Goiás. A sessão teve início na manhã de segunda-feira e se estendeu até a madrugada de terça-feira (27), resultando em decisões distintas para os réus envolvidos no caso.

Decisões do júri para os réus

Durante o julgamento, os jurados decidiram absolver Anderson Carlos Coimbra da Silva de todas as acusações que pesavam contra ele. O entendimento do conselho de sentença foi de que a autoria dos crimes não ficou devidamente comprovada. Por outro lado, em relação a Gabryel Ravella Ferreira de Queiroz, o colegiado reconheceu a participação no episódio, mas rejeitou a acusação de tentativa de homicídio, desclassificando a conduta para um delito que não é considerado doloso contra a vida.

Desdobramentos judiciais e o papel do juiz

A mudança na qualificação do crime de Gabryel não representa absolvição ou condenação imediata por outra infração. Caberá ao juiz presidente do 4º Tribunal do Júri, Antônio Fernandes de Oliveira, analisar a eventual responsabilização penal. O magistrado determinou que os autos retornem para novas deliberações logo após o trânsito em julgado da decisão proferida pelo júri.

Dinâmica da emboscada em 2023

O episódio violento ocorreu na noite de 11 de junho de 2023, logo após uma partida entre Goiás e Fluminense. De acordo com a denúncia formalizada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), o coletivo da Viação Reunidas, que levava torcedores da torcida organizada Força Jovem Goiás, foi cercado nas imediações do Setor Jardim Primavera por indivíduos armados com revólveres, pedras e pedaços de madeira. Para escapar dos disparos que atingiram a lateral do veículo, o motorista precisou se abaixar, e os prejuízos materiais somaram cerca de R$ 3,2 mil.

O Ministério Público havia solicitado a condenação de ambos os réus por tentativa de homicídio qualificado contra o condutor, além de dano qualificado e corrupção de menor. As investigações conduzidas apontaram o envolvimento de integrantes ligados à torcida rival Esquadrão Vilanovense, do Vila Nova. Enquanto as defesas sustentaram a inocência de ambos ao longo de todo o processo, os jurados acolheram o argumento de que Anderson não teve participação nos atos, encerrando parte do litígio na capital goiana.

Deixe um comentário