Adriana Accorsi promete ações judiciais contra violência política

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás, Adriana Accorsi, posicionou-se de forma contundente contra a recente onda de ataques, assédios e ameaças direcionados a eleitores de esquerda no Brasil. Após o pleito do último domingo (25), a dirigente afirmou que não haverá impunidade para os agressores. “Primeiramente, o processo vai cantar”, afirmou em vídeo divulgado recentemente.

Denúncias de violência política

De acordo com a dirigente, o cenário pós-eleitoral tem sido marcado por um aumento preocupante de hostilidades. Segundo Adriana, em todo o país têm sido registradas “muitas agressões”, além de assédios, discriminações e ameaças, com pedidos de demissões e de não contratação a eleitores da esquerda.

A parlamentar destacou casos específicos, como o de uma psicóloga que está sob investigação do Conselho Regional de Psicologia por incitar a recusa na contratação de profissionais petistas. Além disso, ela mencionou declarações violentas atribuídas a um militar, que teria sugerido “jogar petista no rio, pôr tudo num saco e jogar”.

Resposta direta aos agressores

Em um tom desafiador, Accorsi rebateu as ameaças mencionadas, enfatizando sua trajetória na segurança pública. “Vem. Eu estou te esperando. Eu sou a presidenta aqui dos petistas e estou te esperando”, declarou. Ela reforçou o posicionamento contra o que classificou como intimidação:

“Aqui é polícia, tá? Eu estou te esperando. Vem me jogar no rio. Vem me pôr no saco e jogar no rio que eu estou esperando, coronelzinho de araque, mequetrefe. Você acha que nós temos medo de vocês? Se nós tivéssemos medo de vocês, se nós, classe trabalhadora, tivéssemos medo dos coronelzinhos de araque de Goiás, a gente não estaria aqui, não. Nós não temos medo de vocês. Nós enfrentamos vocês, e eu enfrento vocês. E eu estou te esperando, tá?”

Compromisso com a punição

Ao abordar a situação em suas redes sociais, a presidente estadual do PT reforçou que “não temos medo de ameaças e ninguém vai nos calar”. Accorsi relembrou o desempenho eleitoral no estado, ressaltando que “Goiás foi o estado em que Lula mais cresceu em votos no segundo turno. Uma vitória da nossa força popular, que tenho muito orgulho de ter coordenado”.

Por fim, a dirigente reforçou a necessidade de responsabilização legal para coibir abusos. “Mas não podemos aceitar a onda de violência e perseguição contra petistas! São agressões, ameaças, declarações discriminatórias e até a denúncia gravíssima de que um dirigente da OAB de Goiás teria defendido colocar petistas em sacos e jogá-los no rio. Isso é crime, é violência política e não pode ficar impune.”

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